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Cleusa Fátima Soares dos Santos

1956 - 2022

O café da manhã era o ponto alto do seu dia, aquele momento de papear e fazer planos com a filha e a neta.

Homenagem da filha Jéssica a sua amada mãe:

Minha mãe foi uma mulher forte, inteligente, com vontade de viver e um amor imensurável pela família.

Lutou muito pela vida, pois sofria de insuficiente renal, indo dia sim e dia não fazer hemodiálise. Após passar 2 anos nessa situação desafiadora, recebemos a melhor ligação de nossas vidas, lembro como se fosse hoje de - junto com ela -, arrumarmos as malas para então viver uma nova vida. Houve muitas pedras pelo caminho após o transplante, porém sua família sempre esteve ao seu lado para mostrar que ela era amada e precisava manter-se forte. Ela se cuidava muito bem, seguindo todas as orientações médicas e, assim, ela mostrava que a sua vontade de viver era grande.

Seus bolos e comidas eram sua forma especial de demonstrar amor. Ah! Quanto amor saía das mãos da dona Cleusa - assim era como os parentes e amigos a chamavam.

Amava uma festa, quando podia estar entre os familiares e amigos. Um café da tarde, um churrasco, um almoço... tudo era apenas pretexto para reunir a família. Estava sempre pronta para zelar e proteger os netos a qualquer custo.

Seu café da manhã era sagrado, como dizia ela "é a refeição mais importante do dia", era nesse momento que se sentava com a filha e a neta para conversar, planejar o futuro, e compras pela internet.

O mundo perdeu uma grande psicóloga, médica, amiga, símbolo de força, proteção, segurança e amizade.

Cleusa nasceu em Carmo de Minas (MG) e faleceu em Santo André (SP), aos 65 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela filha de Cleusa, Jéssica Tamara dos Santos. Este tributo foi apurado por Rayane Urani, editado por Ana Macarini, revisado por Ana Macarini e moderado por Ana Macarini em 9 de maio de 2022.