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Florisvaldo dos Santos Oliveira

1952 - 2020

A cada situação, uma palavra de encorajamento. Para ele pois tudo é possível, basta acreditar em Deus e em si mesmo.

Esta é uma carta aberta dos filhos Cintia e Rafael para seu pai, Florisvaldo:

Falar do meu pai... Ah, são muitas histórias!

Nossa maior gratidão... é que se privou de muitas coisas como passeios, viagens e do próprio conforto para poder dar aos filhos uma educação de qualidade e excelência. E conseguiu!

Hoje tem uma filha educadora e fonoaudióloga e um filho engenheiro de grande destaque no país. Dizia com orgulho "meus filhos são formados".

Estava sempre nos encorajando e nos fazendo acreditar que tudo é possível se acreditarmos em Deus e em nós mesmos. Sentiremos falta daquele otimismo que o acompanhava constantemente, de onde as palavras de encorajamento sempre eram proferidas quando estávamos pra baixo. Não tinha tempo ruim para o senhor, sempre estava pronto pra ajudar.

Sentiremos muita falta do seu telefonema com tanta positividade e ânimo a cada ano letivo que se iniciar, com as felicitações pelo Dia do Professor, do Fonoaudiólogo e até pelo Dia das Crianças, claro, porque o senhor dizia: "filho nunca cresce pra gente".

Às vezes, conversávamos sobre o mistério da morte, e você dizia "morreu, acabou, Cintia". E eu digo: não pai, não acabou.. o senhor agora estará para sempre conosco, não acaba, apenas o senhor embarcou mais cedo para esta viagem chamada eternidade. Um dia vamos nos reencontrar.

Por enquanto cuide de nós, de onde estiver.

Com amor, seus filhos, Cintia e Rafael.

Florisvaldo nasceu em Jandira (SP) e faleceu em Barueri (SP), aos 67 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pelos filhos de Florisvaldo, Cintia Aparecida Duzzi de Oliveira e Rafael. Este texto foi apurado e escrito por Lígia Franzin, revisado por Sandra Maia e moderado por Rayane Urani em 17 de janeiro de 2021.