INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Barueri (SP)

Adriana da Silva Santos, 44 anos

Preparava bolos caseiros com esmero, fosse para um simples café da tarde ou uma grande celebração.

André Góes de Albuquerque, 39 anos

Um gigante beijoqueiro de abraço acolhedor. Seu sorriso marcante, chegava antes dele nos lugares.

Aparecido Batista Ferreira, 74 anos

Além de esposo amoroso, pai presente e avô coruja, era um colecionador de histórias de pescador.

Benedita Bento Ribeiro, 76 anos

Sinônimo de aconchego e cuidado, tinha sempre uma palavra amorosa a oferecer.

Cleverson Cavalcanti, 40 anos

Pai e marido preocupado com o bem-estar da família, com quem gostava de estar nas horas de lazer.

Domingos Rodrigues Costa, 71 anos

Gostava de ouvir as músicas da Jovem Guarda no som do carro, o que fazia ali mesmo, em casa, dentro da garagem.

Edvan José Sobrinho, 44 anos

Adorava um churrasco e uma coca gelada. Sua alegria era estar com quem amava.

Efigênia de Paula Mariano, 63 anos

Amava demais e era uma mãe para todos que estivessem ao seu redor.

Eunice Silvestre, 73 anos

Sabiamente dizia que precisamos de muito pouco para viver, quem sabe um pouco de verde para olhar e só.

Fátima Aparecida de Oliveira Costa, 60 anos

Apaixonada por festas e reuniões de família, ser mãe e ser avó eram suas principais ocupações.

Florisvaldo dos Santos Oliveira, 67 anos

A cada situação, uma palavra de encorajamento. Pois para ele tudo é possível, basta acreditar em Deus e em si mesmo.

Galdino Nogueira da Silva, 55 anos

Suas maiores alegrias sempre foram os momentos em família.

Isaías Polinario, 64 anos

Ele se emocionava com histórias tristes que assistia na TV.

Ivone Alves Ribeiro de Jesus, 55 anos

Ela adorava estar com as irmãs e relembrar os bons momentos da infância.

Jony Henrique Garcia, 50 anos

Homem honrado e generoso, dirigia ambulâncias.

José Candido Ferreira Filho, 75 anos

Nunca teve vergonha de chorar, mas preferia sorrir.

Leandro Santana da Silva, 39 anos

Cresceu, mas manteve a alma infantil.

Leonardo Rodrigues da Cunha, 38 anos

Todos deveriam ter um tio Leo na vida.

Leonor Alonso Guimarães, 68 anos

Ajudava as pessoas com seus dons na cozinha: foi com a sua receita de coxinha que uma conhecida começou seu próprio negócio.

Maria Coelho Frugis, 65 anos

Parceira, amiga e confidente que queria ser sempre feliz.

Maria de Fátima da Silva, 50 anos

Para as ocasiões especiais em casa, começava o preparo dos pratos um dia antes para que tudo saísse perfeito.

Marli Pereira Arruda, 59 anos

Cuidava de todos e se fazia presente na vida das pessoas, trazendo sempre um motivo novo para fazê-las sorrir.

Pedro Aristeu Lemes, 67 anos

Fosse no campo de futebol, nas relações de amizade e trabalho, ou em família, ele sempre fez o seu melhor.

Reginaldo da Silva, 49 anos

Provocava riso com muita facilidade, era divertido e companheiro para todas as horas.

Roberto Aparecido Silva de França, 52 anos

Em Osasco ficou conhecido como Betão da Ciganinha, por comandar a padaria reconhecida pelo bom atendimento.

Santa Meira Lima de Souza, 69 anos

Restaurava não apenas bonecas e brinquedos, mas suas próprias dores, transformando-as em amor e gentileza.

Sebastião Jorge Perci do Carmo, 66 anos

Não tinha capa, nem superpoderes, mas nos defendia com unhas e dentes.

Sebastião Noraldino Salvador, 86 anos

Homem de muitos amores. Alegria e coragem foram suas melhores qualidades.

Vagner Onorio de Aguiar, 45 anos

Tinha fácil relacionamento. Era querido pela família e amigos. Uma palavra o definia: brincalhão.

Valdemir Alves Borges, 68 anos

Homem de fé e sempre disposto a ajudar quem fosse, sua maior alegria era ver a família toda reunida.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa