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João Nogueira de Oliveira

1952 - 2020

Pai de Douglas e Bruno, avô de Heitor, irmão de vários, tio e amigo de outros tantos. Era, acima de tudo, o amor de muitos.

Homem justo e cumpridor de seus deveres, com forte posicionamento familiar; enérgico, porém amoroso; orador nato, tinha o dom de tomar para si todas atenções com suas narrativas bem humoradas, e não passava despercebido onde quer que fosse.

Leonino vaidoso, todo cuidado era pouco, tanto com sua aparência, onde um fio de cabelo fora do lugar era inaceitável, como com sua casa, seu reduto mais sagrado, onde vivia seus momentos de contemplação, bem como seu carro, instrumento de trabalho que ele cuidava como a uma joia, no intuito de oferecer a seus clientes uma viagem agradável, sem contar o zelo com seus gatos e cachorros!

Taxista carismático, observador, crítico, autêntico, direto e controverso, tinha na bagagem grandes histórias, muitas experiências e nenhum assunto o intimidava.

No âmbito familiar, era um mito e uma “lenda” por sua maneira ímpar de se relacionar com todos, por sua fama de galanteador, de dançarino e outros predicados. Além de algumas manias e marcas registradas, como por exemplo ser o último a chegar e o último a sair. Com todas suas particularidades e peculiaridades, com todos suas qualidades e defeitos, era indispensável, e por tudo isso e muito mais ele nos faz muita falta.

"O último réveillon foi com ele e toda sua presença de espírito, e foi incrível!

Gratidão nos define!

Mas a vida é assim. Nos restou dor, tristeza e a saudade regada por muitas lembranças boas, alegres e engraçadas!

Ele tinha muito a viver, mas, contrariado, partiu.
Avesso a viagens longas, sempre dava um jeito de não ir, e justificava: “Rapaz, isso lá é dia? ...isso nos sugere o que ele diria diante desta insólita!

...mas ele se foi para sempre e para a Luz!

Agora, vive em nossos corações", diz a família.

João nasceu em Belterra (PA) e faleceu em Manaus (AM), aos 67 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelos familiares de João. Este tributo foi apurado por João Vitor Ferreira, editado por Sandra Maria Araújo de Oliveira, revisado por Sandra Maria Araújo de Oliveira e moderado por Rayane Urani em 29 de agosto de 2020.