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João Rodrigues Souza

1940 - 2020

Suas mãos grandes e grossas, de uma vida de serviço pesado, tocavam com leveza e graça o cavaquinho nas festas.

Pai e avô, fazia de tudo para ver seus entes tão amados com um sorriso no rosto.

"Não quero ver ninguém triste", costumava dizer. Fazia piadas das mais engraçadas, e adorava registrá-las em vídeo, para que pudesse enviar para mais pessoas ainda. Conhecido como "Parceirinho", via a vida como pura positividade e amor.

Nascido no interior da Bahia, construiu uma linda família ao lado da esposa dona Djalma.

Muito simples e carismático, mesmo sem nenhum estudo, conquistou o mundo e educou, com sucesso, seus filhos e netos.

João era apaixonado pela família e pelos amigos, tanto que costumava dizer que, queria partir com 300 anos, juntamente com todos os que amava.

Um exemplo de vida para todos que o conheceram, promovia a união entre todos de sua família. "Nós todos somos irmãos e temos um coração, que é nossa família", dizia.

Entre altos e baixos, João conquistou o mundo. "A melhor pessoa para nos direcionar é Deus, no céu. Na Terra, foi o meu avô João Rodrigues", lembra o neto Aelton.

Deixa sete filhos, vinte e três netos, dezenove bisnetos, três tataranetos e um legado maravilhoso: o exemplo de pessoa que foi. Deixa também gratidão e saudades.
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"Era vô daqui e vô de lá, o tempo todo", conta a filha Ana. E, João atendia, pois seu amor ressoava para fora do peito feito canção.
Assim embalava os quatro netos, que conseguiam tudo desse avô.

Envolvia de carinho também as três filhas e a esposa, Agripina, sua parceira no baile da vida por 44 anos.
À família, João se dedicou até o último momento.

Com "Fé em Deus", a frase que mais proferia, trilhou um caminho que será sempre lembrado com admiração.

"Deixou muita saudade, mas também seu legado de pessoa íntegra, batalhadora e amorosa", diz a filha Katia.

João nasceu em Salvador (BA) e faleceu em Salvador (BA), aos 79 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelo neto de João, Aelton Souza dos Santos . Este tributo foi apurado por Phydia de Athayde, editado por Mariana Coelho, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 29 de maio de 2020.