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Josefa Santana Andrade

1940 - 2020

Na casa da grande "Pequena" podia tudo, menos não comer...

Josefa amava ter a casa cheia, gostava de saborear um bom feijão com farinha e ver as pessoas comendo - "coma mais", ela insistia. Também adorava viajar e assistir novelas.

Conhecida como “Pequena”, era grandiosa na alma e no coração. Segundo a neta Marileide, tinha um “amor incondicional” em relação aos seis filhos, sete netos e quatro bisnetos.

A sabedoria da vida ensinou-lhe que declarações de amor são elegantes, mas efêmeras. Por isso, preferia as ações às declarações. “Não amava com palavras”, mas tinha “inúmeros afetos”, conta a neta.

E assim, a família também aprendeu a amar. Quando Josefa ficou hospitalizada para realizar uma cirurgia de fêmur, todos se mobilizaram e ela, encantada, exclamou para a neta: "eu não sabia que era tão amada!”

“Como não ser?”, questiona a neta que até conseguia lhe arrancar declarações: "Eu lhe amo, dizíamos uma para outra”. Hoje é a neta quem lhe diz: "Eu lhe amo pra sempre, Vó!"

Josefa continua viva nas lembranças de cuidado e generosidade. Para a neta, “pessoas como ela, não morrem nunca, estarão sempre vivas no coração e nas memórias de quem teve o privilégio de conhecê-la” e seguirá sendo “nosso anjo protetor".

Josefa nasceu em Simão Dias (SE) e faleceu em Aracaju (SE), aos 80 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela neta de Josefa, Marileide Santana Andrade Costa. Este tributo foi apurado por Rayane Urani, editado por Denise Stefanoni, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 17 de agosto de 2020.