INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Aracaju (SE)

Antônio Amaral Cavalcante, 73 anos

Poeta, jornalista e, sobretudo, uma pessoa à frente do seu tempo.

Antônio Barbosa De Mendonça, 58 anos

Sonhava em curar a mãe. Como era impossível, mudou o sonho: fazer o melhor por ela todos o dias.

Bernadeth Santana do Carmo, 47 anos

Uma mulher que só pensava em ajudar. Doava-se por completo à família e ao trabalho.

Carlos Alberto Costa Dórea, 60 anos

Assim como o apelido, o coração de Carlão também pulsava no ritmo do aumentativo.

Carlos José Nascimento, 64 anos

Era um entusiasta do amor. Amava a família, o Botafogo-RJ e o Confiança-SE.

Cilene Cabral Carvalho Chagas, 58 anos

Na estante a foto dos filhos, o símbolo da enfermagem e uma viola. Seus maiores amores.

Clara Angélica Souza Lima, 58 anos

Dona de um sorriso encantador e do melhor abraço que uma amiga pode receber. Vendia roupas e doava amor.

Dayane Felix dos Santos, 22 anos

Amava dançar, não tinha quem a segurasse quando decidia organizar uma festa.

Diná Barbosa Amorim, 48 anos

Diná era festa. Seu humor era contagiante!

Edith Farias de Araújo, 99 anos

Mulher de fibra que enfrentou opiniões adversas pra chegar a sua realização e felicidade, sendo amor e doçura.

Edjane Santos Julião, 41 anos

“Amava cuidar, viajar, tomar uma cervejinha e era viciada em coca-cola”

Elinaldo Bispo dos Santos, 47 anos

“Comigo não perde nada”, dizia ele quando tudo estava bem.

Elineuza Carmo Santos, aos 63 anos

Mulher de fibra, religiosa e animada, sempre arrumava um jeito de manter os filhos por perto.

Everton dos Santos Valentim, 38 anos

Pai excepcional, torcedor fanático do São Paulo e o mais apaixonado e atencioso de todos os homens do mundo.

Evilainy Estefany de Sá Rodrigues, 21 anos

O seu sorriso no rosto era a sua marca registrada!

Fabiana Conceição Santos Cruz, 39 anos

Cantora de quadrilha e nordestina genuína, viveu a vida como quis.

Flammarion Luiz Tavares, 71 anos

Vivia para o trabalho e para a família; amava cuidar de pessoas como ninguém.

Flávia Almeida Santana Souza, 44 anos

Por onde passava, deixava uma coisinha de si.

Genilda Corrêa, 56 anos

Estar com ela era diversão na certa. Era a tia que fazia a noite do pijama e cachorro-quente para a criançada.

Genivaldo Galindo da Silva, 73 anos

Para ele não tinha tempo ruim, era só alegria e muita história para contar.

Gerino José dos Santos, 92 anos

As filhas ainda se lembram das moedas que ele trazia quando voltava do trabalho.

Gilberto Gomes Costa, 71 anos

Sonhava em ter sua empresa para gerar empregos aos conterrâneos de Maruim. Conseguiu.

Gilvan Bezerra Nascimento, 60 anos

Alegre, de bem com a vida e extrovertido.

Givanildo Viana de Meneses, 46 anos

Marceneiro, hipnólogo, bacharel em Direito, era inquieto ante as possibilidades que a vida lhe reservava.

Glória Tereza Lima Barreto Lopes, 62 anos

Nascida no dia do Pediatra, realizou o sonho de exercer a profissão e muitos outros.

Idacy Ribeiro da Silva, 82 anos

Cuidava das plantas e dos cachorros com todo o amor do mundo. Sabia fazer o “cheirinho do melhor café”.

Ivanete Lustosa Silveira da Silva, 68 anos

Sempre procurou ser boa cristã. Fez de sua vida exemplo de amor e perseverança.

Jailton Moura Gomes, 67 anos

Com ele, as piadas rolavam soltas em meio às boas conversas e contos sobre as suas aventuras, que eram muitas.

João Carlos Souza Azevedo, 64 anos

Sempre de bom humor, adorava ajudar o próximo. Era o melhor churrasqueiro de Aracaju.

João dos Santos, 87 anos

Sabia como ninguém fabricar, reconhecer e apreciar um bom pão.

José Aldo Tavares de Jesus, 64 anos

Caminhoneiro na juventude, sentia com frequência a nostalgia das estradas.

José Alfredo dos Santos, 70 anos

Fez mais de mil amigos por conta de sua gentileza.

José Alves Neto, 79 anos

Em todo Natal, vestia-se de Papai Noel para distribuir presentes aos netos.

José da Conceição Góes, 80 anos

O mundo podia estar se acabando que o Sr. Góes não sairia da cadeira de balanço

José Edgar da Silva, 73 anos

Mais do que um consagrado artista da música junina, trazia a paz que é própria das pessoas de grande alma.

José Ferreira de Oliveira, 58 anos

Quanto amor e cuidado ele sempre teve para dar!

José Leonel Ferreira, 74 anos

Batalhou incansavelmente em busca de justiça e dos direitos dos menos favorecidos.

José Romário Ferreira, 57 anos

Buscava aprender coisas novas só para poder ajudar ainda mais as outras pessoas.

Josefa Batista de Pádua, 52 anos

Amparou muita pessoas, mesmo que fossem pouco conhecidas, cuidava de todos como uma verdadeira mãe.

Josefa Mota, 68 anos

Tinha uma preocupação genuína com os estudos, a saúde e o emprego dos netos.

Josefa Santana Andrade, 80 anos

Na casa da grande "Pequena" podia tudo, menos não comer...

Josmar Torres do Nascimento, 63 anos

Gostava de estar em meio às pessoas para pregar o Evangelho e guiá-las segundo os ensinamentos de Jesus.

Kepler Araújo Silva, 44 anos

Seu jeito especial continuará vivo em cada um dos que o conheceram.

Leilane Lima, 30 anos

Nasceu para servir a Deus e ao Seu propósito.

Letícia Sousa Costa, 26 anos

Uma mulher doce e amiga, que deixou um legado de determinação e comprometimento.

Licia Ferreira dos Anjos, 52 anos

Seu sorriso era marca registrada de quem sabia viver a vida um dia de cada vez.

Lidia Gonçalves Vieira, 77 anos

De sorriso fácil e contagiante, amava jogar baralho, dominó e bingo. Brincalhona, fazia desses momentos uma festa.

Lucineide Amorim de Miranda e Oliveira, 66 anos

Uma mulher especial que carregava uma certeza: compartilhar o bem era o mínimo a se fazer por aqui.

Lucyana Conceição Ramos, 24 anos

Foi um anjo que veio iluminar a vida de todos que a conheceram, mesmo que por pouco tempo.

Marco Antônio Costa Campos de Santana, 35 anos

Brincar com Athena, sua filha, era a atividade favorita desse dedicado médico radioterapeuta.

Maria Altany Tavares Borges, 85 anos

O capricho com que preparava cada prato preferido era sua forma de demonstrar amor.

Maria Aparecida Azevedo Vieira, 60 anos

Foi uma viajante por natureza, daquelas cuja alma se inquietava se a próxima viagem demorasse acontecer.

Maria de Lourdes Avelino Santos, 52 anos

Defendia que mulher é o que ela quiser ser. Em seu caso, o que mais quis, foi ser mãe.

Maria de Lourdes Santos, 86 anos

Para ela não existia tempo ruim. Uma avó que, se pudesse, segurava todo mundo com as mãos.

Maria Izabel dos Santos de Jesus, 79 anos

Doce como açúcar, forte como uma rocha. Bebel era assim, um encanto de gente.

Maria José Ricardo de Carvalho, 75 anos

Alfabetizou centenas de crianças e adultos. Alegrava-se em ver a evolução através da leitura e do conhecimento.

Maria Lúcia Rocha Freire Santos, 64 anos

Lucinha era dona da gargalhada mais espontânea e verdadeira; daquelas que são gostosas de ouvir e que contagiam.

Maria Rolino Barbosa, 80 anos

Era o elo que unia e reunia toda a família com brincadeiras e histórias inesquecíveis, assim como seus bolos de milho.

Marilda de Fátima Coelho Santos, 60 anos

Gostava de relembrar sua juventude e dava boas risadas contando as histórias daquele tempo tão bom.

Mauricio da Silva Lobão, 64 anos

Sua voz marcante e o sorriso contagiante levou muitas alegrias e diversão aos cidadãos maruinenses.

Napulião Aureliano Machado, 60 anos

Orgulhoso dono de um sítio às margens do rio São Francisco, nunca esquecia de dizer à filha que a amava.

Possidonio Luiz Mendes, 91 anos

Olhava o mundo com compaixão. Todos os dias, ia para frente de casa com moedas para distribuir às crianças.

Sebastião Soares dos Santos Filho, 61 anos

Seu lugar no mundo era o sítio, o canto que amava. Acompanhado da família e amigos queridos, ele se realizava.

Tânia Cristina Santos Silva, 57 anos

Forte como uma rocha e doce como os deliciosos bolos que só ela sabia preparar.

Valdemar Gomes Alves, 64 anos

Demar das Cutias gostava mesmo era de jogar baralho e dominó com os amigos na praça.

Valdenice Silva da Cruz, 49 anos

Um sorriso no rosto, um batom vermelho e uma coleção de tupperware.

Zelilde de Menezes, 55 anos

Quem entrava em sua casa, não saía sem tomar um cafezinho ou um “pequeno”, como ela gostava de chamar.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa