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Laércio Antonio de Freitas

1962 - 2021

Inventava receitas criativas para agradar a família.

Com tino comercial e visão de negócios sem igual, Laércio era um empreendedor arrojado e destemido. Admirado pela genialidade e habilidade em fazer dar certo até o que parecia já ter dado errado.

Não media esforços para tornar cada sonho realidade. Em obras sem fim, fez surgir uma casa tal qual havia desenhado e pintado em seu projeto. Como descrita na canção, era a “casinha branca de varanda, com quintal e uma janela, para ver o sol nascer”.

Guardava o desejo de conhecer as pirâmides do Egito. Certamente iria posar para fotos com os dedos em “V de vitória”, como era seu costume.

Fazia do prazer de cozinhar a maior forma de demonstração de carinho pelos seus. Apreciava um bom churrasco, sonhava em ter uma hamburgueria e não dispensava um docinho e o chocolate que, por vezes, precisava ser escondido para durar.

“Calma que já estou chegando”, era essa a forma de comunicar à filha Thais que, independentemente da distância, ele estaria disponível para ela em tudo o que precisasse.

A presença também era marcada pelo esticar dos dedos procurando as mãos da filha enquanto assistiam aos programas de televisão. Embora dissesse que não se interessava, não deixava de olhar e comentar sobre os personagens.

Leal e carinhoso, cultivou o casamento de trinta e quatro anos nas bases sólidas da amizade, do respeito e da cumplicidade.

Sobre o pai, Thais comenta: “Sua presença preenchia nosso mundo. Tudo o que olho tem um pedacinho dele”.

Laércio nasceu em Petrópolis (RJ) e faleceu em Petrópolis (RJ), aos 59 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela filha de Laércio, Thais Fercher de Freitas. Este tributo foi apurado por Rayane Urani, editado por Marina Machado Pereira Lins, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 8 de junho de 2021.