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Ludimar Modolo

1989 - 2020

Aventureiro e com um sorriso radiante, chamava os amigos de "Chefe".

Um ser extraordinário, com um humor sem igual, por onde passava deixava seu rastro, um lindo e marcante sorriso. Amante de aventuras, adorava empinar moto.

Sempre muito brincalhão e cheio de luz, trabalhava como soldador e era carinhosamente chamado de Zecodeia.

Apaixonado pelos filhos Miguel e Kauan, tinha coração bondoso, que não cabia em seu peito. Se alguém precisasse dele, conhecido ou não, estava pronto a ajudar.

"Meu irmão era tudo pra mim, ele era a força da nossa família. Muito alegre e cheio de palhaçadas, quando dava ré no carro, assustava a todos que estavam com ele, dizendo: 'Bateu! Ai, meu Deus, bateu" e às gargalhadas dizia que era mentira. Que saudade ele nos faz!", relata a irmã Vania.

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Tinha como principal ofício na vida a paternidade. E o fez com muito êxito. O pai de Kauã (1 ano) e Miguel (6 anos) era desses que não negava uma boa brincadeira, nem mesmo depois de um longo dia de trabalho.

Apaixonado pela sua profissão, o soldador será lembrado também pelo seu sorriso, sempre largo e disponível a quem o procurasse. Fazia de um simples encontro ou um grande churrasco a mesma fonte de alegria, com suas brincadeiras e piadas.

Viveu intensamente, e não há quem o conheça que pode dizer o contrário. Homem de muitos amigos, gostava de andar por aí de carro, buzinando para seus vários conhecidos, parando para conversar e aconselhar.

A generosidade e a amizade que transbordavam de si refletiram em suas relações profissionais, sendo um chefe muito querido, como era em suas relações pessoais também. "Ludima não foi só um genro. Ele era como um filho", conta sua sogra Kelly Matiazzi.

Se doou à vida, à profissão e aos seus sem nunca pestanejar. E essa é a maior herança que Ludima deixa a todos que o conheceram: a valorização dos pequenos momentos e trocas.

Ludimar nasceu em Vitória (ES) e faleceu em Vitória (ES), aos 30 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela irmã e pela sogra de Ludimar, Vania Modolo e Kelly Matiazzi . Este tributo foi apurado por Carla Cruz, editado por Lucas Cardoso e Gabriela Monteiro, revisado por Paola Mariz e Monelise Vilela e moderado por Rayane Urani em 22 de julho de 2020.