INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Espírito Santo

Aflodísia Pereira Gasparini, 91 anos

Matriarca de uma grande família. Será lembrada como exemplo de amor incondicional, força e humildade.

Aguilar Lázaro, 79 anos

Com um pé na Itália e outro no Brasil, ele era da mesa farta, da conversa boa e do sorriso largo.

Alexsandro Santos do Nascimento, 45 anos

Um homem que sonhava, mas realizava os sonhos também. Era intenso e alegre.

Alfredo Bernardes Senna Vieira, 57 anos

O prático de farmácia que, além de vender medicamentos de forma responsável, divertia os clientes com histórias de vida.

Alfredo Horácio Costa Filho, 52 anos

Dinha da Glória, de alegria contagiante!

Altair Badaró Dias, 87 anos

A baiana capixaba mais animada de Vila Velha. Quando não estava batendo pernas com as amigas, fazia um feijão inigualável.

Amim Abiguenem, 86 anos

Desembargador aposentado, lutou bravamente por justiça.

Anderson Oliveira Estevão, 54 anos

"Gatinha, eu te amo muito", declarava-se para sua amada esposa.

Ângela Maria de Oliveira, 61 anos

Sua marcante gargalhada lembrava: só vale a pena o que se faz com alegria.

Armando Gama de Oliveira, 91 anos

Amava a vida e a vivia de maneira simples e honrosa, com uma energia tão grande, que deixava muitos jovens de queixo caído.

Benedito Ruy Simões, 61 anos

Bené: o marceneiro apaixonado que transformava matéria-prima em poesia.

Bernadete Cristiana Marques, 39 anos

A vida difícil, de muito trabalho, não lhe tirou a dignidade.

Carlos Alberto dos Santos, 58 anos

Era bom de garfo e, para ele, não podia faltar alface no almoço.

Carlos Augusto de Souza Costa, 58 anos

Discreto, pois, para ele, quem deveria aparecer, brilhar e arrebatar corações eram a Geografia e a Natureza.

Carlos Eduardo Alves Silveira, 62 anos

Também conhecido como Kaká do Coco, conquistava rapidamente seus clientes com alegria e carisma.

Carmelio Francisco, 66 anos

Tatá Guaçu honrava sua família e orgulhava-se de pertencer ao povo Tupiniquim.

Cicilia Junqueira de Albuquerque, 88 anos

A natureza era o seu lar. Já a rua, uma eterna descoberta, onde adorava passear e tomar sorvete com as amigas.

Clemilde Santin de Arruda, 80 anos

Dona de um abraço apertado e perfumado e de uma presença que ressaltava a beleza das coisas simples.

Cremilde Santin Arruda, 81 anos

Alegre e vaidosa, ela amava viver.

Creuza de Souza Costa, 68 anos

A hospitalidade foi um dos grandes gestos dessa mulher que existiu para agregar.

Cristiano Madureira Vidal, 45 anos

Tininin era vascaíno devoto, fez até promessa para o time do coração não ser rebaixado.

Cycero Moreira Coelho, 80 anos

Ele tinha o dom da música e o de ser feliz. Para ele, tudo era motivo pra tirar a viola da capa e tocar.

Daniel Resende Carvalho, 69 anos

Íntegro e honesto como poucos. Amava a família, o Fluminense, e se divertia com uma boa trama de novela.

Denilton Irineu dos Santos, 62 anos

Sambava com a felicidade, e não apenas nos carnavais.

Denis Saiter Mageski, 37 anos

Dono do abraço mais apertado e de um sorriso gigante.

Dezolina Verônica Diogo Gonring, 78 anos

Todos os dias conversava com suas plantas e seus cachorros, sem falta.

Dilma Queiroz Bello, 83 anos

Uma mulher determinada, generosa e de muita fé.

Domingos da Vitória, 77 anos

Dominguinhos era a mansidão, a meiguice e a fidelidade.

Dora Ramos dos Santos, 70 anos

Animada e festeira, curtia a vida como um presente que era renovado a cada dia.

Dulcinete Perinni de Souza, 64 anos

Dona Fia distribuía não só comida e cuidados, mas também amor ao próximo em cada prato, salgadinho e doce.

Edigar Alves dos Santos, 61 anos

Tinha a mania de pedir para caçar caspa na cabeça, só que na verdade ele queria mesmo um cafuné.

Edilea Oliveira Neves Souza, 57 anos

"Grande é o Senhor!", dizia ela.

Edir Franco de Azevedo, 69 anos

Certamente está contagiando os anjos do Céu com sua alegria, enquanto suas lembranças rebrotam aqui na Terra.

Edivaldo Lima, 57 anos

Era fácil encontrá-lo na igreja ou com a família, sempre espalhando carisma e amor.

Eduardo Vieira de Souza, 38 anos

Apaixonado por carros, churrasco e refrigerante, foi o herói do único filho, que herdou as mesmas paixões.

Elias Gonçalves Rodrigues, 63 anos

Expressava por meio da música e do canto, seus sentimentos e emoções. E quanta emoção cabia naquele coração!

Elza Ramalhete, 63 anos

Floresceu por toda a vida com garra e fé, fazendo da sua existência um perfume de amor e sabor para todos.

Ester Lemos Santos, 64 anos

Apaixonada por ensinar e cuidar, ela representa todas as professoras, esposas, mães, irmãs, avós e servas de Deus.

Fabio Moraes Brito, 37 anos

Não perdia uma boa ocasião para fazer piada e a melhor caipirinha.

Felipe Coutinho, 34 anos

O amigo do abraço apertado e forte, aquele que sempre arrancava sorrisos e gargalhadas de todos ao seu redor.

Florentino Peterli, 70 anos

Depois de quatro cirurgias cardíacas, dizia: “Cada dia é um presente”.

Geraldina Teodoro, 75 anos

Era capaz de entender todos, com o coração, mesmo sem escutar.

Geraldo Correia Lopes, 80 anos

Pai de pulso firme e colo acolhedor; ensinou o real valor da família.

Geraldo Florenço de Oliveira, 54 anos

Apesar das adversidades, foi forte, resiliente, alegre e protetor.

Glaudio Heber Faria Madeira, 85 anos

Amava estar com a família, principalmente com a netinha Valentina, com quem voltava a ser criança.

Gumercindo Lopes de Souza, 94 anos

Com seu carisma e amor pelo simples, conquistava o coração das pessoas.

Hamilton dos Santos Noya, 33 anos

A frase clássica que usava sempre que alguém pedia algum favor era: "Não esquenta!"

Hélio Vieira de Freitas, 72 anos

Cativava todos pelas estradas da vida, sempre muito amável e com uma alegria contagiante.

Helvécio Corrêa Reis, 80 anos

Demonstrava seu amor com simples gestos, como quando fazia uma comidinha e levava um pratinho para os netos.

Hisazy Shikasho, 75 anos

Pedalava toda manhã, distribuindo seu melhor sorriso!

Irineu Fidelis, 63 anos

Um homem cujo coração não cabia no peito.

Ivanete Teixeira Balestrero, 67 anos

Uma mulher apaixonada por rosas e por cozinhar.

Jair Neves da Silva, 65 anos

Sua via foi um testemunho vivo de que a verdadeira bondade reside na essência, jamais na aparência.

Joanisse Cerqueira da Silva, 78 anos

De riso fácil, tinha a receita perfeita de pães, bolos e para buscar a felicidade dos familiares.

João Alfredo de Amorim, 81 anos

Um homem que vivia na roça e que cultivou o amor de todos a sua volta.

João Batista Finotti, 65 anos

Avô amoroso que deixou a dedicação à família e o amor ao trabalho como exemplos.

João Bosco Gaião de Queiroz, 68 anos

“Trabalhar é a melhor coisa da vida” ele sempre dizia, transbordando felicidade.

João dos Santos, 88 anos

"Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá...", cantava ele.

João Gomes Cardoso, 86 anos

Gostava de contar causos engraçados da roça e fábulas antigas de bicho.

Jocival Marchiori, 55 anos

Acreditava que a educação de qualidade mudava vidas.

Jorge Pedro, 86 anos

Um homem justo, paciente e muito gente boa.

José Cleber Motta Junior, 38 anos

Dotado de um instinto protetor e de um incrível senso de amor ao próximo, tentava fazer deste mundo um lugar melhor.

José Sardinha de Souza, 51 anos

Sua gargalhada ecoava pelas ondas do rádio.

Kayo Henrique Santos Goncalves, 26 anos

Com alegria e amorosidade viveu intensamente cada dia de sua vida.

Laudelina Rasfascki Mazim, 75 anos

Laide, a companheira para todas as horas.

Laura Pinto Nunes, 65 anos

Adorava um bom bate-papo, dar boas risadas e assistir às novelas. Era uma mulher que amava a simplicidade.

Lauricio Antonio de Siqueira, 77 anos

Quando contava uma piada, não havia ninguém que conseguisse segurar a risada.

Léa Zanoni Borré, 87 anos

Quando jovem, declamava lindas poesias nas festas e nos cultos da igreja.

Levi Jacinto Gomes, 69 anos

Amoroso e dedicado, cuidava com carinho imensurável de sua mãezinha.

Ligia Calixto de Lima, 73 anos

Mineira raiz, forte por si só, enfrentou a vida com garra.

Lucila do Nascimento Corrêa, 90 anos

Uma artesã do barro que fez da vida sua mais bela obra.

Lucimar de Abreu Alves, 46 anos

Expressava em seu sorriso a alegria de viver e não resistia às brincadeiras infantis.

Ludimar Modolo, 30 anos

Aventureiro e com um sorriso radiante, chamava os amigos de "Chefe".

Luis Antônio de Sousa, 56 anos

Trabalhador e barrigudinho (pois gostava muito de cerveja), era um homem de sorriso fácil.

Luíz Carlos Farias, 67 anos

Amava a família tanto quanto amava o amigo oculto de fim de ano.

Luiz Pimenta da Silva, 71 anos

Dono de um sorriso genuíno, sem igual, que encantava dona Mariinha ao entoar as canções do Rei do Rádio.

Luíza Bezerra Tragino, 90 anos

Cuidadosa e amorosa com todos, Dona Luci não deixava ninguém passar por sua casa sem comer bem.

Luzia Catarina Teodoro Degasperi, 81 anos

Fazia o melhor puxa-puxa de coco.

Manoel Mariano da Silva, 75 anos

Adorava viver e queria chegar aos 100 anos. Fez o melhor que pôde.

Marcelo Cezane, 45 anos

Carismático e divertido, foi um professor apaixonado pela sala de aula. Com certeza, segue fazendo suas artes.

Márcia Mariano, 52 anos

Professora e pedagoga do sistema prisional, se encontrou na profissão. Generosa e alegre amava o calor da praia.

Marcos Antonio Rosa, 55 anos

Mesmo quando surgia uma situação mais complicada, ele continuava tranquilo. Gostava de sorrir, brincar e bater papo.

Margarida Will Ucher, 86 anos

Uma flor, não só no nome. Com sua simplicidade, bondade e amor, conquistou o afeto de todos que a conheceram.

Maria Aparecida Geambastiani, 66 anos

Talentosa e afetiva, suas mãos eram hábeis nas artes e também nos cuidados; tia Cida era puro amor.

Maria de Fátima de Oliveira, 63 anos

Conhecida pela família como a Rainha dos Bolos, ela fazia os melhores!

Maria José Fernandes Freire, 72 anos

Gostava de fazer bolos para seus alunos e dançar Luiz Gonzaga com o genro.

Maria Luiza Mateus Ribeiro, 81 anos

Mulher forte, independente e amorosa, deixou belas memórias no coração de todos.

Maria Oliveira dos Santos, 63 anos

Tinha um coração que não cabia no peito, e ele era todinho da família que construiu.

Maria Sérgio Rosa, 72 anos

Alegre e popular, dona Maria Rosa conquistava todos por onde passava.

Martimiano Martins Constantino, 76 anos

Tinha orgulho de ser motorista, dirigia sua Pampa feliz em colecionar histórias em cada viagem.

Mathias Gomes de Almeida Bascunan, 4 anos

O chaveirinho do papai e o anjo da mamãe, vive eternamente no murmúrio do vento e das águas do mar.

Maurício Lopes Miranda, 61 anos

Motorista ou passageiro, viajar era a sua paixão e a estrada era sua morada.

Mirian Fernandes da Silva, 71 anos

Tinha sempre à mão um chá para curar os males do corpo e um colo para curar as dores da alma.

Moacyr Marinho Esteves, 75 anos

Alma de criança num homem de sorriso lindo, com sonhos, histórias, nomes no diminutivo e amor no aumentativo.

Murilo Leandro Alves da Silva, 41 anos

Soube aproveitar a vida, deu valor à educação e amou, intensamente, seu único filho.

Nely Ligorio Monteiro de Barros, 90 anos

Foi luz na vida de todos, com seu sorriso carinhoso, cabelinho da cor da neve e uma força admirável.

Nilson Ferreira Viana, 41 anos

Gostava de vender picolé nos finais de semana e organizar o Dia das Mães em família.

Olga Ludgero Vilela, 87 anos

Com agulhas, meadas e etamine bordou amor por onde passou.

Olmicio Elias Silva, 93 anos

Acompanhou a transformação do mundo com sabedoria, conhecimento, alegria, música e amor.

Ordina Teiche Pereira, 94 anos

A bravinha mais doce. Não havia quem deixasse de sorrir ao ouvir as falas bravas com sotaque alemão.

Orlando Coutinho, 86 anos

De fusca amarelo, distribuía sorrisos aos "corações de abóbora", como ele chamava os amigos.

Osail Barbosa, 55 anos

Com seu jeitinho silencioso, gostava muito de contar estórias.

Ovídio Tragino, 94 anos

Um homem de muita fé e falastrão, Seu Ovídio amava contar causos e comemorar seus aniversários.

Paulo Cesar da Silva, 66 anos

Na roça ou na cidade grande, foi um lutador que desde sempre fez sua família e seus amigos sentirem muito orgulho.

Raimundo do Carmo, 77 anos

Autêntico, ele sempre amou a enfermagem e foi exemplar como profissional, esposo, pai, avô, tio e amigo.

Raul Lima dos Santos, 28 anos

Foi um grande homem que virou um anjo novo, trabalhando e cuidando de pessoas.

Ricardo Barbosa, 39 anos

Felicidade, substantivo abstrato, no caso de Ricardo se conjugava com o verbo viver. E como viveu.

Robson da Silva Lopes, 39 anos

O professor de biologia que era mestre no amor e na caridade. Amava paisagens e era fã do Imagine Dragons.

Rosângela Lucas, 58 anos

Rosa foi mãe de muitos, multiplicando amor e alegria a toda a família.

Rozemari Ribeiro Sales Silva, 61 anos

Seus sete filhos eram sua vida. Costumava dizer que eles eram os melhores que alguém poderia ter.

Salvador Pereira Ramos, 63 anos

Camarada alegre, que deixa de recordações o seu jeito feliz e as suas histórias mirabolantes.

Sebastião Moreira de Souza, 73 anos

Um construtor de mão-cheia. Era festeiro, feliz e de bem com a vida.

Selia Maria Spoladori, 59 anos

Cuidar das flores e passear em seu sítio eram as coisas que ela mais gostava de fazer.

Sergio Coutinho Goncalves, 60 anos

Encantava-se com a pureza das mínimas alegrias do cotidiano.

Simone do Rosario Rangel Pereira, 44 anos

Como diz a música: “Os bons morrem antes”. Ela deixou saudade pela fartura de generosidade e de amor.

Valdinéia Rocha Flegler, 47 anos

Tinha um coração que não cabia no peito.

Vera Gomes Alvim, 92 anos

Sempre inquieta, de alma cigana, ou mudava os móveis de lugar ou mudava de casa e de cidade mesmo.

Walbert de Seixas Sousa, 73 anos

O briguento de coração grande e mesa farta.

Waldemir Alves Chagas, 69 anos

Fazia questão que a família prestigiasse suas apresentações no Centro de Vivência da Terceira Idade.

Wantuil Rodrigues Sales, 72 anos

Não era de demonstrar muito os sentimentos, mas tinha um bom coração, sempre disposto a ajudar o próximo.

Waschington Correia Faria, 43 anos

Dedicou a vida à missão religiosa e, pelo exemplo, motivou inúmeras conversões.

Willians Guimarães Alves, 43 anos

Apelidado de Tubarão, amava futebol e seu time do coração.

Wilson Andriato, 75 anos

Era sempre ele quem puxava o brinde em família: "Arriba, abajo, al centro y adentro!"

Wilson Rodrigues Pires, 64 anos

Tinha vocabulário próprio: chamava todos de maninho ou maninha, daí um de seus apelidos.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa