INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Vitória (ES)

Alfredo Horácio Costa Filho, 52 anos

Dinha da Glória, de alegria contagiante!

Amim Abiguenem, 86 anos

Desembargador aposentado, lutou bravamente por justiça.

Ângela Maria de Oliveira, 61 anos

Sua marcante gargalhada lembrava: só vale a pena o que se faz com alegria.

Benedito Ruy Simões, 61 anos

Bené: o marceneiro apaixonado que transformava matéria-prima em poesia.

Carmelio Francisco, 66 anos

Tatá Guaçu honrava sua família e orgulhava-se de pertencer ao povo Tupiniquim.

Cicilia Junqueira de Albuquerque, 88 anos

A natureza era o seu lar. Já a rua, uma eterna descoberta, onde adorava passear e tomar sorvete com as amigas.

Clemilde Santin de Arruda, 80 anos

Dona de um abraço apertado e perfumado e de uma presença que ressaltava a beleza das coisas simples.

Cremilde Santin Arruda, 81 anos

Alegre e vaidosa, ela amava viver.

Dulcinete Perinni de Souza, 64 anos

Dona Fia distribuía não só comida e cuidados, mas também amor ao próximo em cada prato, salgadinho e doce.

Felipe Coutinho, 34 anos

O amigo do abraço apertado e forte, aquele que sempre arrancava sorrisos e gargalhadas de todos ao seu redor.

Hisazy Shikasho, 75 anos

Pedalava toda manhã, distribuindo seu melhor sorriso!

Irineu Fidelis, 63 anos

Um homem cujo coração não cabia no peito.

João Bosco Gaião de Queiroz, 68 anos

“Trabalhar é a melhor coisa da vida” ele sempre dizia, transbordando felicidade.

João dos Santos, 88 anos

"Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá...", cantava ele.

Lucila do Nascimento Corrêa, 90 anos

Uma artesã do barro que fez da vida sua mais bela obra.

Ludimar Modolo, 30 anos

Aventureiro e com um sorriso radiante, chamava os amigos de "Chefe".

Manoel Mariano da Silva, 75 anos

Adorava viver e queria chegar aos 100 anos. Fez o melhor que pôde.

Maria Oliveira dos Santos, 63 anos

Tinha um coração que não cabia no peito, e ele era todinho da família que construiu.

Ordina Teiche Pereira, 94 anos

A bravinha mais doce. Não havia quem deixasse de sorrir ao ouvir as falas bravas com sotaque alemão.

Osail Barbosa, 55 anos

Com seu jeitinho silencioso, gostava muito de contar estórias.

Raimundo do Carmo, 77 anos

Autêntico, ele sempre amou a enfermagem e foi exemplar como profissional, esposo, pai, avô, tio e amigo.

Ricardo Barbosa, 39 anos

Felicidade, substantivo abstrato, no caso de Ricardo se conjugava com o verbo viver. E como viveu.

Selia Maria Spoladori, 59 anos

Cuidar das flores e passear em seu sítio eram as coisas que ela mais gostava de fazer.

Sergio Coutinho Goncalves, 60 anos

Encantava-se com a pureza das mínimas alegrias do cotidiano.

Vera Gomes Alvim, 92 anos

Sempre inquieta, de alma cigana, ou mudava os móveis de lugar ou mudava de casa e de cidade mesmo.

Wantuil Rodrigues Sales, 72 anos

Não era de demonstrar muito os sentimentos, mas tinha um bom coração, sempre disposto a ajudar o próximo.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa