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Marcos Machado de Oliveira

1958 - 2020

Positivo, piadista e carinhoso até o fim dos seus dias.

Ele era presença confirmada no churrasco. Sem ele, não havia festa, e nem o porquê de tê-la, já que as suas histórias é quem ditavam o ritmo de qualquer ambiente. As inevitáveis risadas do público diante delas eram a trilha sonora da celebração.

Um homem de tantos apelidos, Carioca, Marcão, Marquim, Tio Quin ou somente Gordim, o “contabilista”, como auto proclamava-se, fez muitos amigos por onde passou. Justamente por isso, é tão difícil para os seus escolherem somente uma história especial ao seu lado. Como eleger a melhor quando todas se fazem inesquecíveis?

Piloto oficial da churrasqueira, Marcos gostava de ouvir música, cozinhar e assistir futebol. Mas nada lhe dava mais prazer do que a companhia de seus três filhos: Renata, Mabel, e Gabriel - adotado aos 4 meses de idade e hoje uma estrela no céu. Seu carinho pelas crias era tanto que chegava a sufocar. “Saaaaaai, pai!” é o que diziam em meio aos milhares de beijos e carinhos que o pai distribuía incessantemente.

A capacidade de se manter positivo e confiante acompanhou-o desde muito cedo, nas dificuldades financeiras da juventude, até seus últimos dias, quando alegava à sua “baixotinha” (apelido carinhoso dado à filha Mabel) que estava bem. E é dessa resiliência, honestidade e sorriso largo que todos vão se lembrar.

Marcos hoje celebra a existência e o amor ao lado de Gabriel, seu caçula, na festa das estrelas. Provavelmente “queimando carne” e “contando piada”, como de costume.

Marcos nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), aos 58 anos, vítima do novo coronavírus.

Tributo escrito a partir de testemunho concedido pela filha de Marcos, Mabel. Este texto foi apurado e escrito por Jornalista Gabriela Monteiro, revisado por voluntário e moderado por Rayane Urani em 29 de maio de 2020.