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Maria Lúcia Silva Oliveira

1967 - 2020

A alegria em pessoa, soube viver a essência do amor no dia a dia.

Lucinha, como era chamada pelos familiares e amigos, levava sua alegria viva por onde ia, pois, como conta o primo Leandro, tudo se fazia festa em sua presença.

Atenciosa, cumprimentava a todos nas reuniões de família e sabia como ninguém celebrar cada encontro. Todo esse carinho também se manifestava por meio dos contatos nas mídias sociais, nas mensagens instantâneas e nas ligações, “sempre cuidadosa e atenta com os sobrinhos, primos, tios, enfim, todos”, afirma o primo.

Profissional exemplar, Lucinha adorava viajar, festejar, viver!
Católica, gostava de participar ativamente na igreja São Luís, da Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, onde fez irmãos em seu trabalho nos Encontros de Casais com Cristo (ECC).

Maria Lúcia, a querida Lucinha, mãe, amiga, tia, prima e esposa, despediu-se deixando lágrimas saudosas do seu esposo Carlos e de todos que conviveram com ela. Como finaliza Leandro: “Sentiremos saudades eternamente”.

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Carinhosamente chamada pelos sobrinhos de tia Lu, Maria Lúcia era uma mulher admirável. Batalhadora, enfrentou muitas adversidades para estudar e se formar como contadora. Em sua trajetória profissional, teve bons empregos e colheu belos frutos, como o de trabalhar por 24 anos na Companhia Energética de São Paulo (CESP), conta a sobrinha Milene.

Mas a admiração por Maria Lúcia expande-se na mesma proporção que o amor dedicado à sua família. Casada por 28 anos com Carlos Alberto Oliveira, o grande amor de sua vida, ela “sempre foi uma filha que mais parecia mãe. Cuidava de sua mãe com todo zelo de uma grande filha. Além do cuidado com a mãe, sempre se fez presente intensamente na vida dos irmãos, dos sobrinhos e sobrinhos netos.”

Curtia todos da família, especialmente, os filhos dos sobrinhos. Embora não tenha sido mãe, Maria Lúcia amava as crianças e gostava de estar entre elas. Milene lembra que: “nas festas em família, para procurar a Lu, bastava ver onde estavam as crianças, pois ela estaria lá”.

A corintiana Lu foi múltipla e única nos papéis que desempenhou ao longo da vida: o de “tia, filha, irmã, amiga, prima, madrinha, esposa e profissional dedicada em tudo que fazia!” E de modo especial, “por ter sido uma mãe incrível aos filhos que não pariu”, declara a sobrinha.

Companheira para todas as horas, ela se fazia presente em todos os momentos, bons e ruins. Sabia como ninguém fazer amizades, tinha inúmeros amigos, tantos “que Deus escolheu que sua partida fosse nesse momento, pois não haveria cemitério e nem velório que comportassem todos que a amavam e admiravam”, despede-se Milene.

Maria nasceu em São Paulo (SP) e faleceu em São Paulo (SP), aos 53 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pelo primo e pela sobrinha de Maria, Leandro Silva Machado Oliveira e Milene Vidal Barbosa. Este tributo foi apurado por Carla Cruz, editado por Rosimeire Seixas, revisado por Paola Mariz e moderado por Rayane Urani em 3 de outubro de 2020.