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Nilton Geraldo de Souza

1948 - 2021

Talentoso em arrancar risadas; nas festas de família, alegrava os sobrinhos com suas charadas e pegadinhas.

Nilton era presença que não podia faltar nos encontros familiares. Era a atração, o quebra-galho, a pessoa que ficava até o final para fazer a faxina. Sua sobrinha Flávia conta que, no final das festas, ele juntava todas as garrafas recicláveis para facilitar o trabalho dos catadores, e era o último a ir embora - só depois de deixar tudo arrumado.

Amava estar junto com sua família, que era numerosa: tinha dezessete irmãos. Uma das coisas que mais gostava de fazer nas suas horas livres era visitá-los. “Nunca ficava parado. Chegava e já ia arrumando a cozinha, varrendo o quintal, tirando o lixo. Ia papeando, lembrando as histórias da infância, que eram muitas. No final, tomava um cafezinho junto deles”, relata Flávia.

Nilton tinha três filhos, netos e muitos sobrinhos, dos quais arrancava gargalhadas com suas brincadeiras, charadas e piadas que levavam alegria e descontração aos encontros familiares.

Tinha vocação para culinária. Dedicava parte do seu tempo livre a esta arte, que era também um de seus maiores prazeres. Preparava massas e pizzas que faziam sucesso no paladar da família. Seu talento era reconhecido e aprovado.

Era atencioso e amoroso, mas também um tanto teimoso e durão. A sobrinha acredita que este lado do tio era apenas uma fachada que envelopava sua verdadeira essência, leve e brincalhona.

Sempre de bem com a vida, divertia-se brincando com as crianças, envolvia-se nas boas conversas com os irmãos, amava lembrar histórias da juventude, preparar e saborear bons pratos junto à família.

Nilton nasceu em João Monlevade (MG) e faleceu em Barra Mansa (RJ), aos 72 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela sobrinha de Nilton, Flavia Aline Souza Brasileiro. Este tributo foi apurado por Malu Marinho, editado por Bárbara Tenório, revisado por Úrsula Costa e moderado por Rayane Urani em 27 de junho de 2021.