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Ricardo Rodrigues de Queiróz

1966 - 2021

Obreiro zeloso na sua igreja, não poupava sacrifícios para servir a Deus e para atender a quem o procurasse.

No meio em que vivia, ele era considerado um discípulo muito amado. Primeiro, porque era muito querido; depois, porque representava um pai para todos, um sinal do verdadeiro amor para com os fragilizados, uma referência no ministério de socorro da Igreja Evangélica Menonita de Valinhos.

Ricardo era um obreiro zeloso na Igreja, uma prova evidente do amor de Deus, um pastor de almas abnegado no serviço do Senhor e, apesar de sua frágil saúde, não poupava sacrifícios para atender às pessoas que o procuravam ou para ir ao encontro delas.

Suas atitudes representavam tudo o que sua comunidade almejava ser. Estimulada pelo amor, carinho, desempenho e exemplo de Ricardo e Clara, sua esposa, a comunidade conseguiu concretizar o lema da ACES, entidade ligada à Igreja, ou seja: acolher, cuidar, ensinar e servir.

Ricardo foi casado por trinta e cinco anos com Clara Noronha, que ele dizia ser o amor de sua vida. Juntos, segundo conta o seu cunhado e pastor Ademir Ifanger — em postagem veiculada pelas redes sociais —, eram muito ativos no serviço comunitário e na assistência aos necessitados: “Com minha irmã, ele fundou uma ONG para acolher crianças de famílias carentes; também cuidava dos serviços de manutenção do prédio da igreja e ainda atuava numa comunidade para apoio a dependentes químicos”.

Ele conseguia equilibrar a arte de dar atenção à comunidade sem deixar de atender as necessidades de seu filho Leandro, por quem nutria um carinho todo especial. Sabia combinar serenidade com o espírito brincalhão. Fará muita falta na maneira como ensinava a partilha do amor e da esperança, em como fazia perguntas inquietantes para realizar da melhor maneira possível a obra do Senhor, e na sua maneira de se dedicar e contribuir em todas as áreas em que fosse necessário.

Seu espírito esportivo se manifestava na sua torcida pela Ponte Preta, e no papel de técnico do time de futebol da Menonita durante os campeonatos promovidos entre as igrejas da cidade.

Ricardo não será esquecido pelos pastores, obreiros e auxiliares da igreja porque foi um irmão, na verdadeira acepção da palavra, que com suas inconfundíveis gargalhadas sempre esteve junto de todos nas horas mais difíceis.

Em conjunto, eles rogam para que: “O Senhor o receba no céu, de braços abertos, como a dádiva que foi entre os homens e uma conquista para Deus”.

Ricardo nasceu em Campinas (SP) e faleceu em Valinhos (SP), aos 55 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela cunhada de Ricardo, Neusa Noronha de Oliveira. Este tributo foi apurado por Lucas Cardoso, editado por Vera Dias, revisado por Maria Eugênia Laurito Summa e moderado por Rayane Urani em 21 de agosto de 2021.