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Rubens Aida da Silveira

1941 - 2020

Doutor em preencher com sorrisos os dias de amigos e familiares.

Ele era o Rubão. Um homem temente a Deus, que não deixava de frequentar as missas aos sábados ao lado de sua amada esposa, com quem viveu feliz por cinquenta e um anos.

Aos 79 anos, não reclamava de nada. Amava a vida e construiu uma linda família com dois filhos, quatro netos e mais dois netos de coração, além de três bisnetos. "Ele foi meu eterno orgulho", diz Adriana Virgínia, sua filha.

Homem de pouco estudo, mal sabia escrever seu nome, mas era doutor em dar um bom conselho e tinha "um sorriso que preenchia os dias dos amigos e familiares". Sempre disposto a ajudar o próximo, sem pedir nada em troca. Era grato pela vida e por tudo que Deus lhe proporcionou.

Trabalhou em um único emprego por quarenta e cinco anos e tinha muito orgulho de conhecer todas as redes de água da sua cidade do coração, Ribeirão Preto. Quando falavam da companhia onde trabalhava, seus olhos brilhavam.

Após aposentar-se, aos 70 anos, sua diversão era tomar suas pinguinhas sem nenhuma preocupação.

"Predicados não lhe faltam. Um pai amoroso, um marido cuidadoso, avô babão, um profissional dedicado e um amigo fiel. Amou demais e foi amado por todos. Um ser de paz e luz. Amor eterno, meu pai."

Lembrando o largo sorriso do pai, Adriana Virgínia completa sua declaração de amor dizendo: "Que missão bem cumprida, pai! Foi amado por todos com quem conviveu. Família, trabalho, filhos e netos. Todos vamos lembrar sempre com muito amor e olhos marejados, o que, aliás, era uma de suas marcas registradas, ser um chorão de carteirinha".

Rubens nasceu em Cravinhos (SP) e faleceu em Ribeirão Preto (SP), aos 79 anos, vítima do novo coronavírus.

Testemunho enviado pela filha de Rubens, Adriana Virgínia da Silveira Gallo. Este tributo foi apurado por Lígia Franzin, editado por Marilza Ribeiro, revisado por Lígia Franzin e moderado por Rayane Urani em 31 de julho de 2020.