INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Ribeirão Preto (SP)

Ada de Almeida Laurenti, 90 anos

Era uma mulher forte, com muita fé em Deus, vontade de viver e um amor imensurável pela família.

Antônio Velloso Macedo, 75 anos

Ele se transformava em alegria para que ninguém ficasse triste.

Benedito Herculino de Oliveira, 85 anos

A criança que habitava dentro dele o fez aproveitar a vida intensamente.

Eugênio Rocha de Andrade, 76 anos

Se você tivesse que escolher alguém para ser o camisa 10 do time, certamente escolheria o Rochinha.

Hélio Francisco da Silva, 83 anos

Apaixonado por futebol, ouvia os jogos pelo rádio. Viveu a sabedoria da vida simples e dedicada à família.

Idelson Costa Cordeiro, 74 anos

O abraço forte, o sorriso cativante e o enorme coração são marcas que nunca serão apagadas das memórias dos seus.

João José Carneiro, 78 anos

Era médico e seu cuidado já começava na sala de espera. Tratava de corações, mas também da alma dos pacientes.

Laura Fontani Machado, 89 anos

Confundia os nomes dos filhos com os dos netos. Amor não faltava nos almoços de domingo.

Luciana Aparecida Candido dos Santos, 49 anos

Enfermeira dedicada e orgulhosa, escolheu seguir atuando, mesmo depois de aposentada. Doou-se por amor à profissão.

Marcello Soares Catunda, 91 anos

Nada fugia ao controle de sua agenda. Todo dia era dia de lembrar de algo ou alguém, ter boas memórias.

Marcus Marasco, 63 anos

Um ser cheio de bondade, capaz de tirar de si para doar ao outro. Para muitos, o Scooby!

Maria do Carmo Medeiros da Silva, 83 anos

Dona Bi fazia crochê, gostava de futebol e ouvia moda de viola todos os dias de manhã no rádio.

Rubens Aida da Silveira, 79 anos

Doutor em preencher com sorrisos os dias de amigos e familiares.

Sérgio Ozaki, 66 anos

Era sabedoria e humildade. Médico do corpo e da alma. Anjo da guarda de sua família e pacientes.

Teresinha Carlota de Souza da Silveira Vita, 86 anos

Era uma senhorinha doce que espalhava chocolates pela casa e beijava a imagem de Nossa Senhora antes de dormir.

Vitor Henrique da Silva Azevedo, 24 anos

A severidade da vida não lhe tirou a alegria com que seu povo existe e resiste.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa