INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Ilhéus (BA)

Adirce Lima Nobre, 85 anos

Ela era puro amor! Tinha o sorriso largo e o abraço mais acolhedor do mundo.

Adriane Alves Dos Santos, 26 anos

O apelido Linda não falava apenas de sua aparência, mas da beleza da alma de Adriane.

Antônio Eduardo Rocha Santos, 59 anos

Motorista de ambulância querido por todos os pacientes. Torcedor do Bahia, e o maior pulador de carnaval do Bloco Zé Pereira.

Boaventura Vieira Damasio, 64 anos

Tinha três grandes paixões na vida: o Vasco, os carros e as brincadeiras com os netos.

Gildo Batista dos Santos, 66 anos

Sem disfarces, sua transparência no jeito de ser cativou respeito, carinho e admiração em muitos corações.

Mônica Silva dos Anjos, 40 anos

Tinha o sorriso como sua marca. A tia do RU era dona de uma risada fácil e estridente.

Rejane Santana da Silva, 43 anos

Ela era aquela pessoa que te ouve na insônia, que sabe da sua vida e que soma amizades por onde passa.

Sandro Fernandes Cobé do Nascimento, 44 anos

Disponível e diligente, resolvia todos as atribulações de amigos e parentes, e ainda esbanjava sorrisos.

Selmo César Valadares, 61 anos

Com sorriso contagiante, este cristão de fé inabalável apoiava-se nas preces em todos os momentos de sua vida.

Valdelício Cardoso dos Santos, 81 anos

Bem-humorado, era a alegria da festa. Gostava de ajudar o próximo, tomar uma cerveja gelada e comer abacaxi.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa