INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

São Caetano do Sul (SP)

Amâncio da Cruz dos Santos, 74 anos

Seu legado é a forma como ajudou o mundo a ser melhor: empregou ética e amor em tudo o que fez.

Claudia Cristina Sanches Mainardi, 49 anos

Tinha paixão por samba e churrasco. Aliás, amava tudo que envolvesse comida.

Daniel Afonso do Nascimento Reis, 53 anos

Ele tinha um olhar compreensivo sobre tudo. Ponderava e pensava sobre as coisas que aconteciam, sem se precipitar.

Fausta Sordi Battistella, 80 anos

Aquela que transformava tudo em arte.

Flávio Cruz, 61 anos

Amava tirar um cochilo após o almoço, muitas vezes sentado e com um palito de dentes na boca.

Gerson do Carmo Bruno, 68 anos

Compartilhava seus dotes culinários com a família aos domingos, fosse churrasco ou um prato especial que aprendera.

Isaías Leite de Oliveira, 79 anos

Possuiu uma imensa coragem e desejo de viver: amou, se aventurou, e apreciou as delícias da vida.

José Alberto Mazetto, 59 anos

O Vovô Tuca era a personificação da paz interior.

José Joaquim Soares, 94 anos

Pai de treze, alegrava-se em fazer as contas pra saber quantos netos e bisnetos tinha.

Maria Lourença Ferreira, 75 anos

Leonina, amante da cor vermelha e apaixonada por flores, queria sempre tirar fotos quando via um jardim.

Maria Pereira Pressuti, 69 anos

A mãe e avó Maria mais amada e querida deste Brasil.

Paulo Gomes de Oliveira, 67 anos

Rindo, dizia: "Eu acho é graçaaaaa".

Pedro Rodrigues de Souza, 69 anos

Sempre que ia pra garagem mexer em alguma coisa, colocava balas no bolso pra distribuir pras crianças da vizinhança.

Ronaldo Sasso, 53 anos

Cultivou a boa vizinhança e a solidariedade com o mesmo zelo que tinha pelos jardins da cidade.

Sonia Maria Carrenho, 68 anos

Pipoqueira com muito orgulho, mesmo após reveses na saúde nunca se deixou abater.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa