INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Joinville (SC)

Anilce Couto do Nascimento, 84 anos

Com sua doçura e delicadeza, dominava como poucos a arte de entrelaçar: tecia fios, afetos e boas prosas.

Claudia Denise Soares Santos Camargo, 45 anos

Chamava os amigos do trabalho de "Mequetrefes". Um deles, que a admirava demais, tatuou "Mequetrefa", em sua homenagem.

Claudiomiro Silveira Rattis, 44 anos

Brincalhão, conseguia arrancar sorrisos de qualquer pessoa e espantar a tristeza para longe.

Elisângela Pereira Soares Pacher, 43 anos

Batalhadora e bem humorada, estava sempre arrancando algum sorriso por aí.

Jorge Luis do Nascimento, 41 anos

Teimoso, corajoso e sonhador. Ensinou que é amando ao próximo que nos tornamos grandes.

José Rech, 58 anos

Homem justo e exemplo de honestidade, gostava de tirar fotografias e ouvir flashbacks da banda Abba.

Juraci Borba da Silva, 78 anos

A família era seu refúgio preferido.

Luiza Schmitz Nürnberg, 76 anos

Uma senhora romântica que transbordava seu amor maternal em beijos e bolachinhas.

Odair Prado da Silva, 61 anos

Com as madeiras antigas da casa de sua avó, construiu um deck novinho para sua própria casa; tudo era reutilizado.

Osny Lourenço Krüger Filho, 56 anos

Gostava de ver a vida do alto.

Pedro Francisco de Almenau, 71 anos

Fez do sítio, em sua terra natal, seu local de refúgio e terapia longe da cidade grande.

Romair Martins, 47 anos

Nascido num verão de janeiro, cativava amigos por onde passava.

Vandercy Casturino Coutinho, 56 anos

Acreditava que nada é mais valioso do que o respeito e a admiração pela pessoa que fomos em vida.

Vera Lúcia Rodrigues Soares Duarte, 64 anos

Mulher de luz e fé, comunicativa e que viveu com alegria as coisas simples da vida.

Vilson Fábio Senderski, 47 anos

Para ele, nada precisava se levado tão a sério. Guardava na memória os momentos felizes com os filhos.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa