INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Americana (SP)

Afonso Augusto de Andrade, 66 anos

Sua casa era ponto de encontro para ver o Corinthians, jogar dominó e tomar a melhor vitamina de abacate.

Alessandro Moitinho Pacheco, 48 anos

Amava crianças e enxergava o mundo como elas.

Andrea Vitorino da Silva, 42 anos

Batalhou para proporcionar uma vida melhor a si mesma e à sua filha, a joia do seu coração.

Ângelo Prando, 83 anos

Foi íntegro, amoroso e cuidadoso, com plantas e pessoas.

Benedito José de Souza, 61 anos

Seus olhos brilhavam quando era servido peixe no almoço, e quando estava no mar para pescar e nadar.

Clóvis Feitoza da Silva, 42 anos

Era um grande homem que deixa um legado de alegria e amor.

Fálcio dos Santos, 55 anos

Percorria o Brasil em poucas horas sem sair de casa.

Jonesmir Mandu da Silva, 51 anos

Transformava tempestades em tardes de sol com sua mania de acreditar que tudo sempre daria certo.

José Adilson Alves da Silva, 51 anos

Uma pessoa que amava viver e que onde chegava surgia também a alegria.

Maria Carmem Morelli Pigatto, 83 anos

Uma mãe especial!

Maria José Maia Fonsaca, 85 anos

Suas mãos generosas faziam a beleza aflorar. Enfeitava as mesas de Natal com uvas cultivadas em seu quintal.

Milton Junco, 72 anos

Apaixonado pela neta e pelo timão, o homem trabalhador e de gostos simples foi pai, sogro, marido e avô dedicado.

Paulo Norberto Salati Marcondes, 70 anos

O Gato Malhado que escreveu com sua Andorinha Sinhá a mais improvável, verdadeira e bonita história de amor.

Porfirio Paina, 78 anos

Adorava o mato, os rios e as pescarias. Todas as manhãs, alimentava os pássaros que vinham à sua casa.

Sandra Regyna Caparrós, 59 anos

Terapeuta holística, estudava muito para poder levar alívio ao corpo e coração dos idosos.

Vera Catarina Barbosa Rocha, 76 anos

Mesmo enxergando muito pouco, conseguia ver a luz e fez da música a sua estrela guia.

Virley Franzin Barbosa, 63 anos

Com suas mãos delicadas e hábeis, tecia lindas bonecas em crochê.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa