INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Diadema (SP)

Cleusa Nair Barbosa de Souza, 65 anos

Cozinheira de mão-cheia e coração gigante.

Edson Agostinho Cassemiro, 64 anos

Sempre falava para andar no caminho do bem.

Efigênia Raquel Gonçalves Crispim, 57 anos

Era o "pintassilgo" da família, cheia de exuberância, energia e entusiasmo para viver a vida.

Elisangela Francisca Duarte, 40 anos

Tinha um coração tão bonito e receptivo que mesmo se alguém lhe fizesse mal, ela mesma ia tentar fazer as pazes.

Floraci Gonçalves da Silva, 64 anos

Talento na cozinha e na arte de amar.

Joaquim Dutra, 85 anos

Ele fazia das palavras, um espetáculo de dança, com seus importantes e generosos conselhos.

José Carlos de Oliveira, 54 anos

Percorreu as estradas da vida levando alegria e amor.

José Edivaldo da Costa, 65 anos

Tomava café da manhã todos os finais de semana com seu melhor amigo: o neto Mateus.

Laurentino José de Oliveira, 78 anos

Com fogos de artifício do mundo todo, ele comemorava o aniversário e celebrava a vida.

Laurita Barbosa, 91 anos

Tia Nita, como todos a chamavam, era a tia e mãe de todo mundo.

Luciana Solange Camargo, 49 anos

Uma mulher que pensava nos outros não como amigos, mas como irmãos.

Maria Aparecida Alves de Sousa, 72 anos

Maria Aparecida, tinha nome de Santa mas era uma flor, a florzinha da família.

Maria Apparecida Campos Pavanello, 82 anos

Ela sempre tinha certeza que alguma coisa boa iria acontecer.

Odete Juanoni Milanelo, 79 anos

Impecável na limpeza da casa, foi cortadora de cana e se tornou leitora voraz de romances policiais.

Raimundo Francisco de Almeida, 64 anos

Foi um instrumento de Deus na Terra. Era sempre parado na rua por pessoas lhe agradecendo pelo que fizera.

Sandra de Sousa Pereira Lima, 55 anos

Sempre com uma risada feliz, um abraço aconchegante e um coração enorme disposto a ajudar.

Thiago Donato Pereira, 32 anos

Companheiro dos bons para qualquer rolê, amava um show de rock. Fazia sorrir até mesmo em dias ruins.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa