INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Juazeiro do Norte (CE)

Antônio Severino Silva, 62 anos

Com humildade e simplicidade trilhou seu caminho de vida e trabalho.

Aristrogildo Fernandes Duarte, 40 anos

Para ele tudo estava sempre bom. Não reivindicava para si nenhuma mordomia, bastava ter onde armar sua rede.

Clara Alves da Silva, 79 anos

Devota de Padre Cícero, certamente seguiu ao encontro do marido sob os cuidados, a benção e a proteção do sacerdote.

Edmilson Moreira de Morais, 62 anos

Folgava uma vez por ano: no dia de seu aniversário de casamento.

Eliziário Benedito de Souza, 70 anos

Sua missão foi espalhar sementes de puro amor por onde passasse.

Ester Palacio de Melo Figueirêdo, 80 anos

Os sobrinhos a consideravam como uma segunda mãe, mãe escolhida, mãe de coração.

Francisca Simone Alves, 34 anos

Amava flores e sorria com o olhar. Dona de uma alegria contagiante.

Ítalo Renato Lopes de Lima, 61 anos

Não mediu esforços para dar o melhor aos filhos.

João Ferreira Lima, 79 anos

Pacato, seu João da Bodega pouco usava a voz mansa; adornado pelo cigarro de palha, o sorriso era seu forte.

José Ronaldo Alves de Oliveira, 45 anos

Generoso e cheio de empatia, escolheu aproveitar o lado bom da vida com música e festas em família.

José Rufino da Silva, 79 anos

Com a cana-de-açúcar colhida de seu quintal, preparava garapa para os netos.

Luiza Dantas Firmino, 75 anos

Recebia e acolhia a todos como uma mãe: sempre com afeto, respeito e café quente.

Maria Cirlene de Lira Santos, 64 anos

As coisas mais simples da vida despertavam sua felicidade. Amava reunir a família para os almoços de domingo.

Maria Socorro de Alencar, 71 anos

Nordestina raiz, arretada, forte e determinada. Uma mãe admirável e mulher resiliente, necessária ao mundo.

Rita Maria da Silva Castro, 94 anos

Passada uma vida de obstáculos, divertia a todos quando dizia que agora era "chique, charmosa e civilizada".

Rosa Pereira da Silva, 88 anos

Dona de uma risada extremamente linda e escandalosa, Madrinha Ló era tia, madrinha, mãe e avó da família toda.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa