INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Florianópolis (SC)

Ademir Silva, 64 anos

Toda semana ia à feira comprar os ingredientes da sua deliciosa feijoada.

Adilson Carlos Ferreira, 55 anos

Ele se fazia de sério, mas amava uma boa brincadeira; até acampamento na sala ele fez, só para agradar os netos.

Alexandre Bortoli Machado, 47 anos

Como médico extremamente humano, costumava ir a municípios do interior para atender sem cobrar pelas consultas.

Antônia Tereza Carriel Gomes, 81 anos

Amava carnaval e viajar. Lutou para alcançar seus objetivos e conseguiu.

Braulino de Souza Valadão, 73 anos

Seu perfume anunciava que a alegria chegava para ficar.

Cely Siqueira da Rocha, 91 anos

"Quero levar o meu canto amigo a qualquer amigo que precisar", ela era como a música: generosidade e alegria.

Charles Luís da Silva, 42 anos

Sempre preocupado com o nosso bem-estar.

Donizete Geraldo de Almeida, 55 anos

Um mineiro querido e muito amado, dedicado ao trabalho, à comunidade e, principalmente à família.

Édio Hermes da Silva Faria, 87 anos

Com espírito agregador, fazia das partidas de xadrez e dominó oportunidades de encontro com filhos e netos.

Eliete Terezinha Silva, 61 anos

Não podia ver a geladeira ou um armário meio vazio que logo ia ao supermercado. Gosta de fartura.

Érico Veríssimo Oliveira, 60 anos

Hábil em atiçar a brasa da churrasqueira e dos afetos, homem que foi personagem real de sua própria história.

Eugênio Kinceski, 79 anos

Padre, polaco de raça e de coração, acolhedor, amável, humilde e devoto da Virgem do Monte Serrat.

João Alcino da Costa, 81 anos

Entre o nascimento e a morte temos um curto espaço que é o presente. Para ele, foi uma dádiva.

Joubran Mekari, 74 anos

Fiel amante da liberdade, era impossível detê-lo.

Luís Vanderlei Pereira Silva, 49 anos

Acolhia em sua casa quem precisasse; além de alimentar, ensinava o ofício de pizzaiolo, abrindo portas para um futuro melhor.

Luiz Schifini, 102 anos

Ele chegou ao céu, encontrou São Judas e gritou: Tico-tico!

Maria Fialho de Andrade, 85 anos

Sua mesa era bem posta e a sobremesa crocante era uma especialidade de dar água na boca.

Maria Irinéia Ferreira da Silva, 80 anos

Não perdia uma festa! Sabia de cor o aniversário de todo mundo e já deixava a roupa especial separada na véspera.

Mauricio Pak Tsin Lin, 65 anos

Um coração generoso que ficava feliz em compartilhar bons momentos e boa comida com os seus.

Miraci Maria Werlang, 73 anos

Sempre sorridente e doceira de mão cheia, era dedicada tanto às pessoas quanto às flores e plantas.

Rogério Borges Teixeira, 49 anos

A fé em Jesus Cristo foi seu maior legado de bondade.

Sálvio Vieira da Silva, 69 anos

Sempre ensaiava uma dancinha quando um sertanejo tocava ao fundo.

Tabitha Maria Goulart de Souza, 96 anos

Festiva, colorida e feliz, fazia da vida um carnaval. Era um paradoxo entre a delicadeza e a sede de viver.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa