INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Florianópolis (SC)

Adilson Carlos Ferreira, 55 anos

Ele se fazia de sério, mas amava uma boa brincadeira; até acampamento na sala ele fez, só para agradar os netos.

Antônia Tereza Carriel Gomes, 81 anos

Amava carnaval e viajar. Lutou para alcançar seus objetivos e conseguiu.

Braulino de Souza Valadão, 73 anos

Seu perfume anunciava que a alegria chegava para ficar.

Cely Siqueira da Rocha, 91 anos

"Quero levar o meu canto amigo a qualquer amigo que precisar", ela era como a música: generosidade e alegria.

Charles Luís da Silva, 42 anos

Sempre preocupado com o nosso bem-estar.

Édio Hermes da Silva Faria, 87 anos

Com espírito agregador, fazia das partidas de xadrez e dominó oportunidades de encontro com filhos e netos.

Érico Veríssimo Oliveira, 60 anos

Hábil em atiçar a brasa da churrasqueira e dos afetos, homem que foi personagem real de sua própria história.

Eugênio Kinceski, 79 anos

Padre, polaco de raça e de coração, acolhedor, amável, humilde e devoto da Virgem do Monte Serrat.

João Alcino da Costa, 81 anos

Entre o nascimento e a morte temos um curto espaço que é o presente. Para ele, foi uma dádiva.

Joubran Mekari, 74 anos

Fiel amante da liberdade, era impossível detê-lo.

Luiz Schifini, 102 anos

Ele chegou ao céu, encontrou São Judas e gritou: Tico-tico!

Maria Irinéia Ferreira da Silva, 80 anos

Não perdia uma festa! Sabia de cor o aniversário de todo mundo e já deixava a roupa especial separada na véspera.

Mauricio Pak Tsin Lin, 65 anos

Um coração generoso que ficava feliz em compartilhar bons momentos e boa comida com os seus.

Miraci Maria Werlang, 73 anos

Sempre sorridente e doceira de mão cheia, era dedicada tanto às pessoas quanto às flores e plantas.

Sálvio Vieira da Silva, 69 anos

Sempre ensaiava uma dancinha quando um sertanejo tocava ao fundo.

Tabitha Maria Goulart de Souza, 96 anos

Festiva, colorida e feliz, fazia da vida um carnaval. Era um paradoxo entre a delicadeza e a sede de viver.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa