INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Rio Branco (AC)

Afonso de Paiva Neri, 79 anos

Um grande contador de histórias e piadas, amado por seus filhos e amigos.

Antônia Eli Oliveira Borges, 40 anos

Mãe aos dezessete, ela via horizontes onde parecia haver só obstáculos.

Antonio Martins da Silva, 72 anos

Tudo na casa era do jeito dele, até “embirrava” se fosse diferente. Tinha mania de ter vários cadeados no portão.

Antonio Walter Ribeiro, 65 anos

Torcedor fanático do Cruzeiro e detalhista ao extremo. Marcante era a forma que ele ajeitava os óculos.

Clayton Cavalcante de Lima, 60 anos

“Enquanto eu respirar, vou me lembrar de você”, cantava sempre o pai amoroso e altruísta.

Danilo Moura de Oliveira, 41 anos

Dono de um coração imenso e de um sorriso generoso, era apaixonado pela vida e dedicou a sua a ajudar os outros.

Francisco Ferreira de Menezes, 55 anos

Francisco tinha força e vida para mais de uma pessoa.

Francisco Nogueira da Cruz, 82 anos

De chapéu na careca e navalha na mão, realizou seu sonho como barbeiro. Mais que isso, fez feliz sua família.

Francisco Ribeiro dos Santos, 58 anos

Era sempre o primeiro a acordar e preparar o mais delicioso café, que aromatizava os cômodos da casa.

Genézio Holanda de Negreiros, 75 anos

Não podia ver um pen drive, ia logo pedindo para gravar as músicas que escutava no ir e vir da fazenda.

Hélia Rodrigues Martins, 63 anos

Trabalhou desde bem cedo, foi mãe-avó-madrinha de muitos e adorava uma festa, fosse Copa do Mundo ou Carnaval.

Herlynson Lima Carvalho, 34 anos

Gostava de frio e comemorava a mudança do clima anunciando a chegada do "clima britânico" em sua Rio Branco.

Ilma de Oliveira da Silva, 79 anos

Ensinou, pelo exemplo, que na vida as conquistas somente seriam possíveis através de muito trabalho e dedicação.

Inêz Fernandes Corrêa de Oliveira, 78 anos

Tia Inêz era a pessoa mais vaidosa e festeira da família. Gostava de celebrar a vida!

Maria das Graças Faria Gomes, 70 anos

Dona Graça fazia jus ao nome: cheia de vida e graça, era a bondade em pessoa.

Miosotes Barbosa de Souza, 81 anos

Sua porta estava sempre aberta para quem precisasse; fosse de uma oração, de uma ajuda ou de uma palavra de conforto.

Nunes Pereira da Silva, 91 anos

Dizia que caipirinha curava qualquer coisa, mas nem a mais forte aliviaria a falta que ele faz.

Pelegrino Silva, 60 anos

Batalhador, Pelé foi craque em driblar as dificuldades da vida.

Riza Tereza Bulhões Medici, 88 anos

Amante da boa conversa, Tetê era uma mulher de alma jovem e além de seu tempo.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa