INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Tocantins

Daniella Mendonça, 45 anos

Dedicada a fazer o bem, fabricava tijolos com material reciclável e presenteava meninas com um dia de princesa.

Eric Isaias Marin, 38 anos

Sabia cultivar a alegria e a leveza, fosse batendo um bom papo ou pilotando a churrasqueira aos finais de semana.

Erlim de Andrade, 68 anos

Família, amigos e futebol: as três paixões do amado Caju.

Francisca Romana Souza Chaves, 47 anos

Determinada, corajosa, guerreira e amiga.

Francisco Ramos de Lima, 78 anos

Campeão no jogo das cruzadinhas! Adorava o pastel com caldo de cana da Rodoviária.

João José da Fonseca, 67 anos

Trabalhador, honesto e um imensurável coração valente e bondoso.

José Filomeno da Cruz, 74 anos

O homem mais apaixonado do mundo.

José Garcia Borges Carneiro, 48 anos

Chapéu e botinas novos não podiam faltar para ele fazer bonito nas fotos das cavalgadas.

José Pereira da Silveira, 57 anos

Dava um jeitinho pra tudo e sempre dizia: "Agora deixa comigo!"

Leonardo Bezerra de Freitas Junior, 59 anos

Mesmo não sendo compositor, dedicava músicas de presente para quem amava.

Maria Cícera da Conceição, 65 anos

Uma mulher que soube enfrentar as dificuldades da vida com coragem, humildade, amor e sabedoria.

Maria Fernanda Ramos Fonseca, 1 mês anos

Ensinou que o amor está para além do tempo que se vive. E que a vida se faz no tempo do hoje.

Maria Nazarene dos Santos, 87 anos

Mãe de 24 filhos, alegrava-os com suas músicas e frases especiais, como: “Tô aqui só batendo asa!”

Rejanio Soares de Abreu, 38 anos

Sorridente, ele gostava de dançar forró, especialmente se fosse cantado pelos Barões da Pisadinha.

Ronaldo das Chagas Silva, 64 anos

Rodava o Brasil trabalhando, mas trazia felicidade quando voltava para os seus, em Belém.

Vitória Tahan Carvello, 78 anos

A avó árabe que se sentia mais viva ao preparar uma mesa farta e reunir a família em oração.

Wesley Barbosa de Sousa, 38 anos

Tinha um abraço apertado, sempre acompanhado de sua alegria natural e do seu jeito brincalhão.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa