INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Vila Velha (ES)

Aguilar Lázaro, 79 anos

Com um pé na Itália e outro no Brasil, ele era da mesa farta, da conversa boa e do sorriso largo.

Altair Badaró Dias, 87 anos

A baiana capixaba mais animada de Vila Velha. Quando não estava batendo pernas com as amigas, fazia um feijão inigualável.

Anderson Oliveira Estevão, 54 anos

"Gatinha, eu te amo muito", declarava-se para sua amada esposa.

Dilma Queiroz Bello, 83 anos

Uma mulher determinada, generosa e de muita fé.

Eduardo Vieira de Souza, 38 anos

Apaixonado por carros, churrasco e refrigerante, foi o herói do único filho, que herdou as mesmas paixões.

Florentino Peterli, 70 anos

Depois de quatro cirurgias cardíacas, dizia: “Cada dia é um presente”.

Geraldo Correia Lopes, 80 anos

Pai de pulso firme e colo acolhedor; ensinou o real valor da família.

Jair Neves da Silva, 65 anos

Sua via foi um testemunho vivo de que a verdadeira bondade reside na essência, jamais na aparência.

José Sardinha de Souza, 51 anos

Sua gargalhada ecoava pelas ondas do rádio.

Laudelina Rasfascki Mazim, 75 anos

Laide, a companheira para todas as horas.

Lucimar de Abreu Alves, 46 anos

Expressava em seu sorriso a alegria de viver e não resistia às brincadeiras infantis.

Márcia Mariano, 52 anos

Professora e pedagoga do sistema prisional, se encontrou na profissão. Generosa e alegre amava o calor da praia.

Maria Aparecida Geambastiani, 66 anos

Talentosa e afetiva, suas mãos eram hábeis nas artes e também nos cuidados; tia Cida era puro amor.

Murilo Leandro Alves da Silva, 41 anos

Um são-paulino que aproveitou a vida e deu valor à educação. Seu filho era seu maior orgulho.

Nely Ligorio Monteiro de Barros, 90 anos

Foi luz na vida de todos, com seu sorriso carinhoso, cabelinho da cor da neve e uma força admirável.

Paulo Cesar da Silva, 66 anos

Na roça ou na cidade grande, foi um lutador que desde sempre fez sua família e seus amigos sentirem muito orgulho.

Simone do Rosario Rangel Pereira, 44 anos

Como diz a música: “Os bons morrem antes”. Ela deixou saudade pela fartura de generosidade e de amor.

Valdinéia Rocha Flegler, 47 anos

Tinha um coração que não cabia no peito.

Walbert de Seixas Sousa, 73 anos

O briguento de coração grande e mesa farta.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa