INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Campo Grande (MS)

Ademar Minoru Osugi, 69 anos

Ficou marcado pelo amor que dedicou à família.

Aureolina da Silva Oliveira, 91 anos

O cafezinho quente era passado por ela todos os dias pontualmente às três da tarde; uma verdadeira tradição.

Célia Kamiya Abdala, 75 anos

Quem sabe não carregava uma samambaia debaixo das mangas morcegas, sorrindo com seu batom vermelho.

Eduard Adolf Maier, 69 anos

Pai honesto e lutador que conseguiu amenizar suas ausências com amorosidade.

Eugenia Souza, 71 anos

Atravessava a cidade de bicicleta saudando suas pessoas favoritas.

Helena Hissacko Iwauchi, 79 anos

Escrevia cartas para seus parentes do outro lado do oceano. Cartas em japonês.

Ister Luiz Rocha, 59 anos

Estar com a filha, pescar e jogar cartas com os amigos eram suas maiores paixões.

José Leão Ribeiro, 74 anos

Homem valente, colecionador de facas. Um verdadeiro leão com muitas histórias pra contar.

Maria Patrocinia de Moraes, 85 anos

Todos os filhos, netos e bisnetos se sentiam “o preferido” dela, tão grande era a sua capacidade de amar.

Maria Vidal Vital, 92 anos

Compadecida daqueles que mais necessitavam, chegou a doar sapatos de pessoas de sua família.

Matildes Ferreira de Souza Lara, 70 anos

Cuidadosa e caridosa, ela foi a tradução do amor.

Otacilio Vasques, 64 anos

Ligava todos os dias para a filha, apenas para saber se estava tudo bem.

Patrocínio Magno Portocarrero Naveira, 74 anos

Não havia tristeza que seu abraço não curasse.

Roseley Moisés Ramos, 72 anos

A risada em alto astral de Leley dava a alegria esperançosa para os dias.

Tomazia Vaez Ferreira, 83 anos

Comemorava seu aniversário em pleno Natal, com alegria e acolhimento.

Valdinei Pereira de Souza, 43 anos

Amava a sensação das ondas do mar batendo e voltando nos pés.

Vera Lucia Vicente da Cunha Gamarra, 67 anos

Doava-se com alegria sem pedir nada em troca, fosse atuando em projetos humanitários, ou fazendo o feijão preferido do filho.

Weslley Utinoi Denadai, 38 anos

Viveu lutando contra o medo, usando sonhos e amores.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa