INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Jundiaí (SP)

Antonio Gomes de Moura, 71 anos

Um corintiano fanático que gostava de ler biografias para conhecer a vida de pessoas que fizeram a diferença.

Antônio Orfanelli, 78 anos

"Trabaia não pra vê", dizia ele.

Athos Silva Miranda, 77 anos

Apesar das dificuldades, recebeu o maior salário de um artista: aplausos.

Davey Sin Hong Tjio, 64 anos

Um imigrante que valorizava suas raízes. Em seus altos e baixos foi amor, honestidade, força e perseverança.

Davi Camargo Silva, 57 anos

Exemplo de simpatia e empatia. Escondia sua doçura atrás da cara de bravo.

Gerudes Martins Garcia, 83 anos

Brincalhão e conversador, só se irritava se o Corinthians perdia. Fazia o melhor arroz e sabia ser solidário.

Gilda Helena Vianna Orfanelli, 72 anos

Jeito e coração alegre.

Jair Amaral, 69 anos

Um homem de muitos amigos que sempre prezou pelo bem-estar de cada um.

Joseli de Fátima Faria Marques, 57 anos

Uma vida feita de cuidado com o outro.

Josilda Barbosa de Pinho Balestre, 56 anos

Não resistia às orquídeas e suculentas, sempre comprava ou arrumava uma muda.

Letícia Neworal Fava, 28 anos

Menina doce, alegre, de coração gigante e dona da melhor risada do mundo.

Luiz Eduardo Rivellino, 48 anos

Depois de dez anos de união, em 2019, realizou o sonho da esposa de se casarem na igreja.

Marco Antonio Piccolo, 57 anos

"Você está bem? Precisa de alguma de ajuda? Eita! Eu estou aqui pra você não esquecer."

Mauro Francisco da Silva, 67 anos

Fazia “um cafezinho e puxava um dedo de prosa”, era seu jeitinho especial de receber as pessoas.

Ruan Dias Baldinelli, 26 anos

Deixou a lição de que a vida é muito curta para vivermos de remorso.

Temósteles Luiz Soares de Oliveira, 43 anos

"Sou lá de Catingueira, na Paraíba, conhece?", dizia ele com o sotaque arrastado.

Teresinha Bernardete Knothe Belolli, 73 anos

Generosa e dona de um coração nobre, Bete foi desenhada por Deus e muito amada pela família.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa