INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Uberlândia (MG)

Antônio Albino José de Mateus, 96 anos

Quando feliz, e para despertar a casa, se transformava em um passarinho assobiador.

Antônio Carlos de Oliveira, 67 anos

Na casa de familiares ou amigos nada ficava quebrado, nenhuma torneira pingando, ele era o gentil "faz-tudo".

Antônio Inácio dos Santos, 77 anos

Tinha uma risada gostosa de se ouvir, sempre recebia os seus dizendo: "Deus te abençoe!"

Arnaldo Araujo Souza, 53 anos

Homem de poucas palavras, acalentava e dizia muito com o olhar.

Benedita Pereira dos Santos, 74 anos

Dona de um grande coração e de uma alma acolhedora, costumava dizer: "Tá bestando, uai".

Benedito da Silva, 107 anos

Foram 107 anos de pescaria, de luz, de sorrisos e de fé em Deus! Mais de um século de uma vida abençoada.

Carlos Robson de Alarcão Carísio, 60 anos

Acreditava que todos os cidadãos merecem um atendimento médico de excelência; e fazia a sua parte.

Célia do Socorro Santos, 53 anos

Cozinheira de mão cheia! Deixa lembranças em sabores, conselhos, alegria e amores na vida dos que tocou.

Célia Maria de Oliveira, 53 anos

Tinha o maior orgulho do brilho de suas panelas e do aroma de seus pães e roscas assando no forno.

Célia Maria Ferreira Vicente, 60 anos

Passeava feliz pela beira-rio com o neto, colhendo amoras, pitangas e mangas no caminho.

Eni de Oliveira Carvalho, 84 anos

Uma mineira de fé, cheia de vida e com mãos de amor.

Erli Dias Moraes, 76 anos

Sabia cozinhar muito bem e seu prato mais famoso era o arroz com batatinhas.

Esvandir Teixeira, 72 anos

Um especialista no corpo humano, assistente na formação daqueles que salvam vidas.

Florêncio Faustino Antunes, 75 anos

Suas histórias de vida tornaram-se contos e prosas para quem o acompanhou e teve a sorte se ouvi-lo.

Francisco José de Moura, 71 anos

Dono de uma personalidade imperturbável, gostava de prazeres simples, como jogar damas na pracinha.

Gabriel Victor dos Santos Crovato, 25 anos

Fazia as pessoas acreditarem na capacidade de ir atrás dos próprios sonhos.

José Francisco Durville, 85 anos

Em meio à gargalhadas e conselhos, vô Zé amou e foi amado intensamente.

José Marinho dos Santos, 84 anos

Cuidou dos netos como se fossem filhos. Homem simples e amoroso que dedicou a vida à família.

Luiz Antônio Tannus Ferreira, 59 anos

Nas noites de inverno agasalhava as filhas e acalentava os seus corações.

Manoelito Vieira de Carvalho, 80 anos

Mané, o homem das mãos hábeis, parceiro de pesca, do café "margoso" e das palavras cruzadas.

Marcílio Rocha Machado, 62 anos

Encantava a todos com seus ditos e jargões sempre adequados ao momento.

Marcus Vinícius de Ávila Furtado, 42 anos

Aficionado por futebol, fez das brincadeiras de infância uma oportunidade de negócio quando homem adulto.

Maria de Lourdes Medeiros Almeida, 74 anos

Adorava os dias de domingo e fazia uma galinhada mineira irresistível.

Maria de Paula Borges, 84 anos

Amava seu quintal com roseiras e orquídeas. Mas o que mais gostava era da casa cheia, com a família reunida.

Marlene Soria e Silva, 67 anos

Respeitosa, caridosa, generosa, amante da família, filha até o fim, mãe para sempre.

Martha Shyrley Melo Soares, 75 anos

Levava consigo a memória de uma infância acolhedora que a tornou calorosa por toda sua vida.

Neusa Mendes Soria, 89 anos

Forte, incansável, protetora, valorizou a vida até o último instante, vivendo-a energicamente.

Olair Donizete dos Santos, 56 anos

Pastor sábio e marceneiro incrível, apelidava carinhosamente aqueles que amava.

Ranulfo Pereira de Oliveira, 84 anos

Um homem de prazeres simples, tão simples como a roça onde ele nasceu e cresceu.

Raphael Thiago de Araújo Macedo, 41 anos

Força sempre, era o seu lema!

Ronan Olimpio de Oliveira, 75 anos

A graça e a gracinha em pessoa, esse herói sem capa ensinou a levar a vida de forma mais leve.

Valdeci Lima dos Santos, 57 anos

Era o amado vovô da Lis. Foi um ótimo vendedor de pequis, mesmo sem gostar do cheiro deles.

Wisley Falco Sales, 55 anos

Sem desanimar, viveu intensamente com amor, fé e muita coragem.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa