INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Uberlândia (MG)

Benedita Pereira dos Santos, 74 anos

Dona de um grande coração e de uma alma acolhedora, costumava dizer: "Tá bestando, uai".

Benedito da Silva, 107 anos

Foram 107 anos de pescaria, de luz, de sorrisos e de fé em Deus! Mais de um século de uma vida abençoada.

Eni de Oliveira Carvalho, 84 anos

Uma mineira de fé, cheia de vida e com mãos de amor.

Esvandir Teixeira, 72 anos

Um especialista no corpo humano, assistente na formação daqueles que salvam vidas.

José Marinho dos Santos, 84 anos

Cuidou dos netos como se fossem filhos. Homem simples e amoroso que dedicou a vida à família.

Manoelito Vieira de Carvalho, 80 anos

Mané, o homem das mãos hábeis, parceiro de pesca, do café "margoso" e das palavras cruzadas.

Maria de Lourdes Medeiros Almeida, 74 anos

Adorava os dias de domingo e fazia uma galinhada mineira irresistível.

Maria de Paula Borges, 84 anos

Amava seu quintal com roseiras e orquídeas. Mas o que mais gostava era da casa cheia, com a família reunida.

Marlene Soria e Silva, 67 anos

Respeitosa, caridosa, generosa, amante da família, filha até o fim, mãe para sempre.

Neusa Mendes Soria, 89 anos

Forte, incansável, protetora, valorizou a vida até o último instante, vivendo-a energicamente.

Olair Donizete dos Santos, 56 anos

Pastor sábio e marceneiro incrível, apelidava carinhosamente aqueles que amava.

Ranulfo Pereira de Oliveira, 84 anos

Um homem de prazeres simples, tão simples como a roça onde ele nasceu e cresceu.

Ronan Olimpio de Oliveira, 75 anos

A graça e a gracinha em pessoa, esse herói sem capa ensinou a levar a vida de forma mais leve.

Valdeci Lima dos Santos, 57 anos

Era o amado vovô da Lis. Foi um ótimo vendedor de pequis, mesmo sem gostar do cheiro deles.

Wisley Falco Sales, 55 anos

Sem desanimar, viveu intensamente com amor, fé e muita coragem.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa