INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

São José do Rio Preto (SP)

Antônio Lucas, 81 anos

Os flashes de sua história sempre mostraram que Antônio foi ensinado pela existência a ser forte.

Catia Regina Justino de Oliveira Nunes, 52 anos

Com amor, alegria e fé, foi uma presença marcante para todos que a conheceram.

Daniel Alfredo da Silva, 55 anos

Seus olhos não avistavam maldade, pois seu coração era repleto de amor.

Deoclides Silva Nascimento Filho, 59 anos

Sorria com os olhos e com a alma. Sorria sempre.

Devanir Donizete Braz, 59 anos

A dureza da vida não amargou seu coração. Muito pelo contrário, a toda dor retribuiu com alegria e amor.

Glória Maria Menezes Penariol, 63 anos

Era feliz com gente por perto, em casa ou onde quer que estivesse; e tinha rodinha nos pés, amava fazer visitas.

Jair Brandão Sá Teles, 69 anos

Ele tinha mania de ser bom: o que era dele, era de todos.

João Roberto Sinibaldi, 61 anos

Um apaixonado pelos animais, ele cantarolava e os passarinhos cantavam de volta.

José Natalino da Silveira, 75 anos

Ler o jornal sentindo a brisa da praia e brincar com os netos no mar estava entre as suas maiores alegrias.

Lidia Bastos dos Santos Ferraz, 49 anos

Com sua simplicidade e afeto intenso, aprendeu e ensinou pela vida que é preciso saber dançar na chuva.

Márcia Regina Pereira Alves, 50 anos

Adorava comprar roupas novas e não saía sem passar um batom.

Maria Ilda de Oliveira Camillo, 73 anos

"Quem manda na minha casa sou eu" era o lema de Dona Maria, a mãezona da vizinhança.

Maurício Joaquim de Oliveira, 68 anos

Sempre com um sorriso no rosto, não dispensava uma boa prosa.

Nedir Ferreira Guedes, 61 anos

Apaixonado pelos netos e pela família, era fã de macarrão, churrasco e Amado Batista.

Osmar Cardin, 70 anos

Era um excelente contador de boas estórias.

Patrícia da Silveira Pereira, 37 anos

Para toda situação, ela achava uma saída. Uma boa amiga, daquelas que todo mundo quer ter por perto.

Pedro Aizar, 72 anos

Solícito, religioso, sociável e divertido. Era um arrancador de risos.

Tarlei Pires, 56 anos

Tinha o coração mais puro e foi a pessoa que mais ensinou a dizer "eu te amo", tanto quanto fosse necessário.

Vanildo Pereira de Carvalho Andrei, 56 anos

Dizia que iria viver até os 100 anos...

Waldomiro de Oliveira Menandro, 67 anos

Cultivar plantas era o seu sentido de vida; estar com os filhos e o neto era sua maior alegria.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa