INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Serra (ES)

Alexsandro Santos do Nascimento, 45 anos

Um homem que sonhava, mas realizava os sonhos também. Era intenso e alegre.

Bernadete Cristiana Marques, 39 anos

A vida difícil, de muito trabalho, não lhe tirou a dignidade.

Carlos Alberto dos Santos, 58 anos

Era bom de garfo e, para ele, não podia faltar alface no almoço.

Creuza de Souza Costa, 68 anos

A hospitalidade foi um dos grandes gestos dessa mulher que existiu para agregar.

Denilton Irineu dos Santos, 62 anos

Sambava com a felicidade, e não apenas nos carnavais.

Denis Saiter Mageski, 37 anos

Dono do abraço mais apertado e de um sorriso gigante.

Dezolina Verônica Diogo Gonring, 78 anos

Todos os dias conversava com suas plantas e seus cachorros, sem falta.

Dionísio Freire, 71 anos

Sentia quando alguma coisa não estava bem com os filhos ou quando algo os perturbava.

Dora Ramos dos Santos, 70 anos

Animada e festeira, curtia a vida como um presente que era renovado a cada dia.

Edigar Alves dos Santos, 61 anos

Tinha a mania de pedir para caçar caspa na cabeça, só que na verdade ele queria mesmo um cafuné.

Edilea Oliveira Neves Souza, 57 anos

"Grande é o Senhor!", dizia ela.

Edivaldo Lima, 57 anos

Era fácil encontrá-lo na igreja ou com a família, sempre espalhando carisma e amor.

Elza Ramalhete, 63 anos

Floresceu por toda a vida com garra e fé, fazendo da sua existência um perfume de amor e sabor para todos.

Fabio Moraes Brito, 37 anos

Não perdia uma boa ocasião para fazer piada e a melhor caipirinha.

Geraldo Florenço de Oliveira, 54 anos

Apesar das adversidades, foi forte, resiliente, alegre e protetor.

Hamilton dos Santos Noya, 33 anos

A frase clássica que usava sempre que alguém pedia algum favor era: "Não esquenta!"

Joanisse Cerqueira da Silva, 78 anos

De riso fácil, tinha a receita perfeita de pães, bolos e para buscar a felicidade dos familiares.

João Gomes Cardoso, 86 anos

Gostava de contar causos engraçados da roça e fábulas antigas de bicho.

Kayo Henrique Santos Goncalves, 26 anos

Com alegria e amorosidade viveu intensamente cada dia de sua vida.

Luis Antônio de Sousa, 56 anos

Trabalhador e barrigudinho (pois gostava muito de cerveja), era um homem de sorriso fácil.

Luiz Pimenta da Silva, 71 anos

Dono de um sorriso genuíno, sem igual, que encantava dona Mariinha ao entoar as canções do Rei do Rádio.

Luzmar Pereira Alves, 60 anos

Plantava, colhia e distribuía verduras fresquinhas em Carapina Grande.

Marcos Antonio Rosa, 55 anos

Mesmo quando surgia uma situação mais complicada, ele continuava tranquilo. Gostava de sorrir, brincar e bater papo.

Maria Luiza Mateus Ribeiro, 81 anos

Mulher forte, independente e amorosa, deixou belas memórias no coração de todos.

Maria Sérgio Rosa, 72 anos

Alegre e popular, dona Maria Rosa conquistava todos por onde passava.

Martimiano Martins Constantino, 76 anos

Tinha orgulho de ser motorista, dirigia sua Pampa feliz em colecionar histórias em cada viagem.

Moacyr Marinho Esteves, 75 anos

Alma de criança num homem de sorriso lindo, com sonhos, histórias, nomes no diminutivo e amor no aumentativo.

Nilson Ferreira Viana, 41 anos

Gostava de vender picolé nos finais de semana e organizar o Dia das Mães em família.

Olmicio Elias Silva, 93 anos

Acompanhou a transformação do mundo com sabedoria, conhecimento, alegria, música e amor.

Paulo Roberto Caetano, 70 anos

Escolheu a vida de viajante em nome do amor.

Rebstan dos Reis, 48 anos

Tirou o pé da estrada e deixou a vida de caminhoneiro para se dedicar à família.

Salvador Pereira Ramos, 63 anos

Camarada alegre, que deixa de recordações o seu jeito feliz e as suas histórias mirabolantes.

Waldemir Alves Chagas, 69 anos

Fazia questão que a família prestigiasse suas apresentações no Centro de Vivência da Terceira Idade.

Wilson Andriato, 75 anos

Era sempre ele quem puxava o brinde em família: "Arriba, abajo, al centro y adentro!"

Zenisia Marcellos Meirelles, 62 anos

Realizou o sonho de viajar de avião e, mesmo sendo sua primeira vez no céu, não sentiu medo algum, só alegria.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa