INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Porto Velho (RO)

Adalberto da Silva Clímaco, 55 anos

Professor e recordista em atletismo, orgulhava-se de ter corrido ao lado de Joaquim Cruz, campeão olímpico.

Ana Lúcia Soares da Costa, 57 anos

Viveu com fé e generosidade, uma mulher que nunca deixou de dobrar os joelhos em oração por toda a humanidade.

Antônio Estolano Andrade, 70 anos

Tinha inesquecíveis fraseados musicais, causos e um irrepreensível bom humor, cheio de cacoetes criativos.

Antônio Ferreira da Silva, 75 anos

O pouco com Deus é muito, dizia a sabedoria com que orientou a vida.

Antônio Furtuoso do Nascimento, 78 anos

Era o amor em forma de pessoa e estava sempre na primeira fila aplaudindo as conquistas de sua família.

Antônio Saraiva da Silva, 50 anos

Amava desfrutar a liberdade de sua vida, em especial, quando ouvia Dance Music.

Aruká Juma, 86 anos

Ancião, símbolo da resistência Juma e dos povos originários da Amazônia, do Brasil e do mundo.

Aureo de Souza Costa, 67 anos

Foi caminhoneiro e tinha muitas histórias. Deixou gratas recordações para os seus.

Daniela Aparecida de Souza Costa, 37 anos

Sua garra, dedicação e alegria eram contagiantes.

David Ferreira dos Santos, 43 anos

Era muito prestativo, sempre ajudou as pessoas. Amava os animais e era um mecânico de mão-cheia.

Dionatan Fernandes de Jesus, 2 anos

Uma criança que sabia sorrir, mesmo na dor.

Edna Ferreira Maciel, 45 anos

Hoje ela dorme na Lua, como sempre sonhou e certamente já deve ter feito amizade com toda a legião de anjos do céu.

Ednaldo de Oliveira Lima, 55 anos

Era agricultor e vivia da terra. Gostava de reunir a família e os amigos no sítio para um bom churrasco.

Edvanilton Ramos de Oliveira, 42 anos

O melhor feirante, o filho que nunca deixou faltar pão de queijo a sua mãe, espalhava alegria em alto e bom som.

Enedina da Silva Karitiana, 86 anos

Contava histórias para ensinar a cultura de seu povo e cantava para afastar doenças.

Francisco das Chagas Sousa, 67 anos

Sua presença era um sopro de pura gentileza.

Geraldo Ferreira da Costa, 61 anos

Fazia graça com tudo, sempre levava alegria a todos que conviviam com ele.

Gracilene Pinheiro de Assis, 45 anos

A empatia em pessoa. Tinha o dom de compreender as pessoas, mesmo em suas situações mais difíceis.

Hermes Ribeiro de Oliveira, 59 anos

Quem teve o privilégio de comer os peixes que ele preparava, sentiu o seu amor em forma de sabor.

Hermínio Escobar, 86 anos

Um homem apaixonado pela esposa e dedicado à família.

Jamilton Antonio Sampaio da Silva, 63 anos

Persistente na arte da conquista, registrava seu amor em cartões.

Joana Constância de Oliveira, 73 anos

Filha de índios, mãe, avó e bisavó, um amor do tamanho do mundo.

Joana de Sousa Rabelo, 73 anos

Exigente com o corte de cabelo curtinho, unhas impecáveis e sempre com muito brilho, sobretudo no sorriso e no olhar.

José de Morais Rosas, 66 anos

Amava se perfumar e sempre andava bem-arrumado.

José Marcos de Araújo Manasfi, 59 anos

Pontualidade e violonista de samba eram suas características.

José Sabino Gomes, 83 anos

A saudade de seu jeito de preparar o peixe e de se encantar por "Detalhes", crava lindas memórias no coração.

Leyla Dantas Cavalcante, 69 anos

De gargalhada contagiante, abrigava a todos no lugar conhecido do amor: seu abraço quente.

Manoel Dias, 77 anos

Gostava de ver o Rio Madeira e de pescar.

Marcos Manasfi, 54 anos

Conhecido como Rato nas rodas de Porto Velho, era um amante do grande ritmo brasileiro, o samba!

Maria das Graças Faustino, 58 anos

Conseguia identificar se havia algo errado com os filhos só de olhá-los; "Pela tinta do olho", como ela dizia.

Mariluce Ferreira Gonçalves, 38 anos

Respirava e inspirava cultura quando faltava empatia e amor.

Mário Konageski, 67 anos

Sua essência ficará para sempre registrada na memória de quem teve a oportunidade de conhecê-lo.

Marlene Lopes de Souza, 70 anos

Avó vaidosa com seus cabelos longos. Viveu intensamente, festejando a vida ao som das apaixonadas músicas bregas.

Moarcir Leônidas de Lima, 70 anos

A sabedoria tranquila da vida ribeirinha.

Rogério da Silva Ravanello, 45 anos

Era dedicado à sua querida família, para vê-los felizes, adorava levá-los a grandes passeios.

Ruthe Medeiros de Campos, 62 anos

Ruthe tocou e encantou a todos com música e conselhos.

Sebastião Batista de Figueiredo, 66 anos

Um batalhador que soube amar, aproveitar a vida e descansou como guerreiro levando o amor eterno da família.

Sebastião da Conceição Oliveira, 49 anos

Viajou todo o Brasil, mas para a família era mesmo um Porto Seguro.

Sebastião Fraga de Sales, 76 anos

Dono de um coração tão generoso que até causava suspeitas, por tamanha bondade.

Serafin Sanchez Canqui, 65 anos

Médico boliviano e pai dedicado. Amava sua profissão, a vida e a família.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa