INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Santo André (SP)

Adriano Sales, 48 anos

"Viva a vida com a sensibilidade que ela te dá." dizia ele.

Alice de Freitas Donini, 58 anos

O amor que transbordava dela era único e infinito.

Amarildo Fogaça de Almeida, 47 anos

Homem honesto, alegre e pleno. Ensinou a fazer o bem e a seguir em frente sem nunca desistir.

Anna Maria Todeschini de Andrade, 80 anos

Mulher da fé, família e bondade, trazia para cuca italiana que fazia a doçura que levava no jeito e na voz.

António Carlos Rodrigues, 63 anos

De hábitos simples e coração enorme, tinha uma risada incomparável e a voz marcante de um locutor de rádio.

Carmela Lustri Queiroz, 90 anos

Vó Carmen falava "poxa la vida", e ria alto e gostoso com as trapalhadas dos bisnetos.

Daniel Cardoso de Oliveira, 88 anos

O maestro preferido da família.

Daniel Luiz Francellino, 67 anos

Herdou a presidência da escola Treze de Maio e viveu para o samba: da percussão ao enredo, ele se destacava.

Darlene Schmitti, 63 anos

A mulher-maravilha tinha o gênio forte e o coração do tamanho da sua bravura.

Edmilson Aparecido Rinaldini, 54 anos

Em constante sintonia com a natureza, seus elementos preferidos eram o fogo e a terra.

Elizeu de Oliveira, 75 anos

Talento, dedicação e amor não lhe faltavam. E todos reconheciam isso nele.

Eraldo Batista de Amorim, 73 anos

Tratava todas as pessoas como colegas, mesmo sem conhecê-las.

Fernando Miyake, 56 anos

Fotógrafo, músico e corintiano roxo que teve a medicina como propósito de vida.

Fidel Souza dos Santos, 23 anos

Estava sempre com um sorriso enorme no rosto.

Francisco Pinheiro da Rocha Júnior, 33 anos

Chicão era sorriso, forró, cerveja gelada e muito papo.

Gerson Paulo de Melo, 52 anos

Era possível sentir seu perfume de longe, não havia pessoa mais elegante que ele.

João de Albuquerque Portella, 81 anos

De mãos dadas com a esposa, acolhia pessoas desamparadas em sua própria casa, tão enorme era o seu coração.

João Francisco de Melo, 72 anos

Gostava de contar piadas que não tinham a menor graça. E essa era a parte boa.

José Castanha, 71 anos

Um palmeirense roxo, e fã da variante mais tradicional de moda e pagode de viola. Tião Carreiro era seu ídolo.

José Lionor Pereira, 69 anos

O tio que era como pai para os sobrinhos; tinha um coração gigante, um coração que abrigava toda gente.

José Ramiro da Silva, 64 anos

Em suas mãos o dom de construir moradas. Em seu coração o dom de ser morada para quem precisasse de afeto.

José Sabino, 73 anos

A neta Sofia era a razão de sua vida. Para ela, cantava a "música do dedinho".

José Vicente Dantas, 84 anos

Amante da simplicidade, sempre dizia: “Bonito é o natural, nada de luxo”.

Leontina da Conceição Pedro Moia, 63 anos

Seu sorriso era tão grande que a obrigava a espremer os olhinhos...

Luceni Aparecida de Moraes Arras, 53 anos

Possuía um sorriso capaz de curar qualquer ferida e um coração generoso que demonstrava felicidade em ajudar o próximo.

Lydia Caraccio Bartoli, 92 anos

Nem mesmo o Alzheimer foi capaz de fazê-la esquecer a família.

Marcelo Santos Serain, 45 anos

Ele amava assistir aos jogos do time do coração, assim como amava dividir essa emoção com os filhos.

Maria Augusta Brito, 89 anos

Força, simplicidade, piada, um pedaço de bolo guardado para o vizinho(a) e um café preparado especialmente para cada filho(a).

Maria Auxiliadora Marliere, 64 anos

De forma genuína viveu o mandamento mais importante de todos e amou o próximo como a si mesma.

Maria Lucia de Assis Brandão da Silva, 55 anos

Viveu para mostrar que humildade e bondade não são apenas lições da catequese.

Paulo Rogério Segatto, 64 anos

Ele fez do mundo a sua família. Axé!

Roberto Rodrigues de Lima, 62 anos

Vovô Pateta que dava cambalhota no quintal e brincava de guerra de pipoca.

Romeu Natal Vieira, 58 anos

Com seu jeitinho peculiar e muito divertido de levar a vida, transformava tudo em um grande evento.

Rubens Fernandes Ferreira, 51 anos

Dono de uma risada ímpar, deixava alegria e amigos por onde passava.

Sandra Regina Zampieri Camargo, 54 anos

Por teimosia e determinação tornou-se Assistente Social para ajudar os mais necessitados.

Sebastião Alves de Mesquita, 94 anos

Tião, um avô de respeito, dedicado à família.

Sonia Aparecida Buttura, 64 anos

Coisa rara era vê-la triste. Cansaço e dor podiam vir, mas a tristeza era afastada com a sua alegria.

Vagner José Alves, 72 anos

A alegria de todas as festas.

Valdir de Moraes, 57 anos

Engraçado, sempre tinha uma piada, bom humor e muito amor!

Valter Barboza, 39 anos

Filho presente, pai exemplar, amigo para todas as horas e um esposo eternamente apaixonado.

Valter Vicentim Razera, 73 anos

Torcedor do Santos, orgulhoso da sua cidade, Tietê, e devoto de Nossa Senhora Aparecida.

Vanderley Dias, 64 anos

Apaixonado pela família, era o bom humor em pessoa, desde que não o chamassem bem na hora da novela.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa