INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Campinas (SP)

Ana Lucia Ferreira, 58 anos

Dona de um coração gigante, generosidade era a palavra que mais a descrevia.

Angelina Teresa da Silva, 44 anos

Dentro daquela mulher introspectiva pulsava um coração de portas escancaradas para o amor. Ainda pulsa.

Aparecida Ribaben de Mira, 86 anos

Amorosa, foi mãe, tia, avó, bisavó e tataravó. No hospital de campanha, era "a bisa da UTI".

Célia Regina Soares Lafemina, 59 anos

Mulher resiliente, nunca se deixou abater por dificuldades no caminho.

Elisa Inês da Silva, 73 anos

Na escola em que trabalhava, o cheirinho de sua comida acolhedora guiava as crianças para um delicioso abraço.

Fábio Ferreira da Costa, 40 anos

Todos os dias ele se ocupava de ser alegre.

João Batista Alves dos Reis, 60 anos

Colecionador de apelidos e presença marcante na fanfarra e bailes abrilhantados pelo Conjunto Extremunsom.

João José da Silva, 71 anos

Um verdadeiro artista, mestre em acertos e desacertos, em amar e ser amado.

José Luiz de Andrade Armigliato, 78 anos

Um colecionador de relógios que viveu intensamente cada minuto de sua vida.

Juliana Cristina de Souza, 30 anos

O brilho dos seus olhos e seu largo sorriso expressavam todo amor, fé e força que habitavam em seu coração.

Neusa Beck, 78 anos

Loira de olhos esverdeados, um olhar que via o infinito em pura bondade, compaixão e amor.

Oneide Brasco Belattini, 90 anos

Usava o tempero da bondade na cozinha, no abraço, nas palavras e na risada inconfundível.

Paulo Sergio Gonzales, 60 anos

Médico de riso fácil mesmo na suas maiores turbulências.

Teresa Pelloni, 73 anos

O cheirinho de bolo de cenoura traz saudades da esposa, querida mãe, sogra e doce avó.

Vera Lúcia Martins Vieira, 71 anos

Rainha das cartinhas, dos bilhetinhos escritos e desenhados a mão. Amava fast-food e era fã de Vinicius de Moraes.

Weliton Rodrigues Souza, 52 anos

Um ser humano sensacional, que sempre fez o melhor por seus alunos e sua comunidade.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa