INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Campinas (SP)

Altina Ribeiro Vitória, 66 anos

Daquelas mães que dariam a vida pelos filhos. Sempre sorrindo, pedia: “Maria passa à frente!”

Ana Lucia Ferreira, 58 anos

Dona de um coração gigante, generosidade era a palavra que mais a descrevia.

Angelina Teresa da Silva, 44 anos

Dentro daquela mulher introspectiva pulsava um coração de portas escancaradas para o amor. Ainda pulsa.

Antônio Gois de Figueiredo, 90 anos

Passava o dia em sua cadeira de fio, apreciando a sombra do abacateiro que cultivava com tanto carinho.

Aparecida Ribaben de Mira, 86 anos

Amorosa, foi mãe, tia, avó, bisavó e tataravó. No hospital de campanha, era "a bisa da UTI".

Célia Regina Soares Lafemina, 59 anos

Mulher resiliente, nunca se deixou abater por dificuldades no caminho.

Claudinei Gouveia, 63 anos

Um ser alado, cujo voo deixa poesia, simplicidade, gentileza e amorosidade nas lembranças dos seus.

Danilo Ireno Caduda, 48 anos

Criava miniaturas a partir de qualquer material. Apaixonava-se tanto por elas que não tinha coragem de vender.

Dorival Sanchez, 84 anos

Rodava o salão inteiro ao som de boleros, valsas e tangos.

Eduardo Fakiani Macatti, 45 anos

Era pura bondade, humildade e dedicação à família, aos pacientes e à Medicina.

Edvaldo Oliveira Lima, 53 anos

Realizou o sonho de abrir seu comércio, trabalhador incansável que era.

Elisa Inês da Silva, 73 anos

Na escola em que trabalhava, o cheirinho de sua comida acolhedora guiava as crianças para um delicioso abraço.

Erivaldo Braz, 51 anos

Conhecido pela bondade, Ceará sempre perguntava aos filhos: "Tá precisando de alguma coisa?"

Fábio Ferreira da Costa, 40 anos

Todos os dias ele se ocupava de ser alegre.

Fábio Moreira Ângelo, 45 anos

Após o almoço gostava de um cafezinho para acompanhar a prosa com sua mãe, que se estendia por horas.

Ildeu de Oliveira Barbosa, 80 anos

Um avô que ensinou que o amor está estampado nas pequenas coisas da vida, basta você olhar com calma e ternura.

Jair Oliveira da Costa, 76 anos

A horta era seu lugar de paz e as galinhas eram seus bichos de estimação.

João Batista Alves dos Reis, 60 anos

Colecionador de apelidos e presença marcante na fanfarra e bailes abrilhantados pelo Conjunto Extremunsom.

João José da Silva, 71 anos

Um verdadeiro artista, mestre em acertos e desacertos, em amar e ser amado.

João Ricardo Bianchini, 62 anos

Criava personagens: podia ser o tio 'lokão' procurado pela Interpol ou o surfista da Califórnia.

José Alberto Milano, 67 anos

Contador de números e histórias que apreciava a simplicidade, sendo feliz no lugar onde viveu desde menino.

José Archimedes Pedroso Meloni, 65 anos

A primeira Unidade Básica de Saúde do SUS, no bairro Jardim Bassoli, em Campinas, leva o nome do doutor Meloni.

José Augusto Hart Madureira Filho, 65 anos

Médico, pesquisador e pai; para quem a bondade e o amor ao próximo norteavam sua trajetória.

José Candido da Silva, 83 anos

Apenas a sua alegria conseguia ser maior que a sua barba.

José Eustáquio de Campos, 48 anos

De jornaleiro a fazendeiro, a trajetória fulgurante de um espírito irrequieto.

José Francisco de Britto, 65 anos

Um homem de riso fácil, por quem as pessoas logo se encantavam e de quem nunca mais se esqueciam.

José Lúcio Mazzo, 76 anos

Fazia de tudo para agradar as filhas, os genros, os netos e a esposa.

José Luiz de Andrade Armigliato, 78 anos

Um colecionador de relógios que viveu intensamente cada minuto de sua vida.

José Vitor de Oliveira, 70 anos

Para ele era muito especial reunir a família na praia, nos churrascos, e aproveitar os bons momentos da vida juntos.

José Yahn Ferreira, 92 anos

Defensor por natureza e da natureza, pegava seu motorhome e caía na estrada.

Juliana Cristina de Souza, 30 anos

O brilho dos seus olhos e o seu largo sorriso expressavam todo amor, fé e força que habitavam em seu coração.

Kensso Onaka, 69 anos

O caminhoneiro de bondade sem limites que organizava em álbuns de fotos os mais belos momentos da vida.

Lourdes Terezinha Barros da Conceição, 72 anos

Dona de um sorriso especial, viveu para levar alegria por onde passava.

Lucia Helena Lourenço, 64 anos

Tinha um sorriso inconfundível, foi mãe conselheira para os filhos que gerou e que acolheu pelo caminho.

Manoel Pires Filho, 65 anos

Semanalmente ia à casa da filha visitar os netos, a quem chamava carinhosamente de "meus meninos".

Marcelo Alves da Rosa, 37 anos

Era, sem sombra de dúvida, o super-herói da generosidade, mesmo que não tivesse capa ou soubesse voar.

Maria Aparecida Lenita Marco Rubio, 93 anos

Era ativa nas redes sociais. Vaidosa, estava sempre de unhas feitas e cabelo arrumado.

Maria Conceição de Jesus, 100 anos

Um doce de vovó que adorava conversar com muito afeto e alegria.

Maria Ivone Pianez, 71 anos

Em seu dicionário não existia a palavra "desistir", tinha a força da fé e a doçura do amor em seu coração.

Maria Oliveira de Araújo, 77 anos

Mulher guerreira e batalhadora que carregava consigo um sorriso encantador.

Neusa Beck, 78 anos

Loira de olhos esverdeados, um olhar que via o infinito em pura bondade, compaixão e amor.

Oneide Brasco Belattini, 90 anos

Usava o tempero da bondade na cozinha, no abraço, nas palavras e na risada inconfundível.

Paolla Machado Romão, 18 anos

Sua luz, sua voz e sua personalidade preenchiam todos os ambientes por onde passava.

Paulo Sergio Gonzales, 60 anos

Médico de riso fácil mesmo na suas maiores turbulências.

Sueli de Campos Ribeiro, 63 anos

Apreciava tanto os animais que cuidava de três cachorros, um jabuti e um porquinho-da-índia.

Teresa Pelloni, 73 anos

O cheirinho de bolo de cenoura traz saudades da esposa, querida mãe, sogra e doce avó.

Valter Frederico, 75 anos

Um jovem galanteador que amou sua tímida rainha por 50 anos como naquela noite do primeiro baile.

Vera Lúcia Martins Vieira, 71 anos

Rainha das cartinhas, dos bilhetinhos escritos e desenhados a mão. Amava fast-food e era fã de Vinicius de Moraes.

Vera Regina Motta Higino, 59 anos

Artesã de mão cheia, cativava a todos com a simpatia. Era o pilar da família que tanto amava.

Walter Aparecido Rodrigues, 52 anos

No meio da natureza, se sentia inteiro. Plantava sorrisos e cultivava sua família com muito amor.

Weliton Rodrigues Souza, 52 anos

Um ser humano sensacional, que sempre fez o melhor por seus alunos e sua comunidade.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa