INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

João Pessoa (PB)

Ademar Lopes Pessoa, 83 anos

Na carreira militar ou em meio aos seus livros e desenhos, uma genialidade que deixa exemplos a serem seguidos.

Aluízio Lopes de Brito, 53 anos

Era um verdadeiro educador, cheio de sentido e potência, que amava o ofício e viveu ardentemente a vida.

Ana Lúcia Freire Cantalice, 56 anos

Mulher guerreira, determinada, dona de um brilho e espontaneidade únicos.

Antônio Bezerra da Silva, 70 anos

Fazia piada até consigo mesmo, tudo para fazer os outros rirem.

Antônio Pinheiro Martiniano, 76 anos

O passarinho vascaíno mais alegre que existiu.

Assis Fernandes da Silva Neto, 1 anos

Nos seus 48 dias de vida, o menino grande e forte como um tourinho encheu a casa de alegria.

Assis Nóbrega, 60 anos

Com ele não importava religião, política ou futebol. O que importava era o amor ao próximo.

Carlos Antônio Belarmino Alves, 63 anos

Pesquisador de OVNIs, geógrafo e agrônomo. Amava fotografia. Para ele, o futuro estava na educação.

Célio Taveira Filho, 79 anos

Célio virou tango, conto e personagem principal em vários recomeços no futebol, dentro e fora de campo.

Cláudio Raimundo Soares, 57 anos

Ele nomeou a esposa como sua rainha e, tratou de ser para ela, um rei; por todos os dias de sua vida.

Damião Leite Pereira, 77 anos

Um boêmio sonhador que conduziu sua vida com música e poesia.

Edvania Marinho da Silva, 50 anos

"Sê como Maria... Um sinal de Deus no mundo!"

Ernesta Maria Linhares Barbosa, 92 anos

Ernesta, Maria, devota: viveu e viu milagres.

Fábio Tadeu de Alcântara Guimarães, 47 anos

Jogava videogame com os filhos e idealizou o aplicativo Monitora Covid-19. Fazia piadas e salvava vidas.

Francisco Nogueira da Silva, 72 anos

Construía casas para realizar os sonhos de sua família.

Francisco Ramalho Palitot, 61 anos

O paizão que era amor e presença. Sonhava até com um prédio: para morar um filho em cada andar.

Geraldo Arnaud de Assis Junior, 62 anos

Médico dedicado a cuidar da saúde e do bem-estar de sua gente.

Irene Negreiros de Albuquerque, 88 anos

Zelava pelo jardim e pela horta com o mesmo amor imensurável que dedicou à família.

José Ivan Barbosa da Silva, 71 anos

A gargalhada mais gostosa e inesquecível do mundo.

José Ribeiro da Silva, 74 anos

Gostava de um forró bem animado e de uma boa buchada. Amava dona Cícera e era fervoroso na fé.

Joseci Pereira de Andrade, 43 anos

Otimista, sempre via o copo cheio. E se fosse de cerveja, já tomava.

Luiz de Barros Pessoa, 64 anos

Desapegado de bens materiais, dizia: "nasci nu, hoje estou vestido".

Luíza Maria da Conceição Santos, 62 anos

Inesgotável fonte de força e generosidade, tudo se clareava com sua presença.

Marco Aurélio de Oliveira Barros, 85 anos

Dedicado em todas as áreas da vida, era exímio médico e amou a todos até o fim.

Marcos Antônio Barbosa de Paiva, 69 anos

Cantando ou cuidando, ele tocava o coração de todos.

Maria do Carmo Cavalcante da Silva, 85 anos

Em coração de "Mãe Maria" sempre coube mais um.

Maria Teresa Loureiro de França Pessoa, 75 anos

Uma alquimista dos temperos e da vida, que nos ensinou a amar e ofertou sempre amor, com dedicação e desvelo.

Maud de Morais Cordeiro, 90 anos

Gostava de política e nunca fugiu de um debate.

Nailda Vila Nova Melo, 89 anos

A tia mais querida.

Quezia Leite Batista da Silva Barros, 34 anos

"Me constranjo diante de Deus, como Ele pode ser tão bondoso comigo, eu sendo tão indigna e pecadora?", indagava ela.

Regina Stella França Pessoa, 79 anos

Viajou e morou em muitos lugares. Mas na sua última viagem deixa a melhor lembrança: uma vida propagando amor.

Renata Sylvia de Oliveira Pereira, 36 anos

Ela adorava planejar as reuniões da família. Sempre surpreendia.

Roberto de Farias Onofres, 75 anos

Um homem de coração amoroso, que era fã dos filmes de faroeste da série “Django”.

Roncalli Pacelli de Oliveira, 61 anos

Amava tocar violão e tentava ensinar os acordes ao netinho.

Solange do Nascimento Oliveira, 38 anos

A Sol vai ser lembrada por sua risada alegre e iluminada.

Solon Pereira Lopes Ferreira, 62 anos

Era um ótimo contador de histórias, que tinha como vocação e profissão salvar vidas.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa