INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Goiânia (GO)

Adelino Moreira da Silva, 77 anos

Nada era obstáculo para que ele atendesse aos caprichos das filhas. Onde chegava, era acalento e paz.

Adelita Ribeiro da Silva, 37 anos

Uma heroína que perdeu a vida para salvar vidas.

Adilson Cardoso Cunha, 51 anos

“Põe no 12, que a vida deve ser vivida com amor e intensidade”.

Alex Pereira de Jesus, 53 anos

Um grande amigo: valorizava os encontros e estava sempre disposto a ajudar.

Ana Duarte Nunes, 98 anos

Enquanto fazia crochê, contava piadas e histórias do passado.

Anderson da Silva Lopes, 34 anos

Queria viver intensamente com a família e tocar o coração das pessoas. Missão cumprida!

Antonio Fernandes de Barros, 52 anos

Foi o melhor marido e pescador de todos.

Antônio Jerônimo de Melo, 80 anos

O eterno marinheiro, brincava que foi nadando até o Rio de Janeiro.

Antônio Tirezo Pacheco, 71 anos

Alimentava planos para quando ganhasse na Mega-Sena.

Arcênia Ferreira de Sousa, 89 anos

Humilde e muito amorosa, assim era a prendada fazedora de pudins e de petas.

Arnaldo Barbosa Lima, 71 anos

A paciência era sua maior qualidade. O excesso de calma, seu único defeito.

Benedita Antonia da Costa, 77 anos

Tinha grande conexão com Deus, dava bons conselhos e fazia um arroz com feijão inigualável.

Carlos Euripedes Vieira de Sousa, 45 anos

Um enófilo que deixava o ambiente sempre mais leve. Ele era a alegria em pessoa.

Celso Rios Neto, 44 anos

Rubro-negro por paixão. Tinha uma alegria contagiante e um amor incondicional pela família.

Cícero Romão Batista, 78 anos

Gostava de comer cuscuz, balançar na rede e ouvir um modão. Fez desses momentos oportunidade para ser feliz.

Ciro Ricardo Pires de Castro, 75 anos

Mais que pai, um profissional dedicado que teve a missão não só de salvar, mas de transformar vidas por amor.

Cleiton Rodrigues Camargo, 45 anos

Aos domingos, almoçava com a esposa e a filha, sempre no restaurante que tanto gostava.

Corinto Xavier da Silva, 82 anos

O relojoeiro que fez do tempo seu aliado. Agora, é tempo de memórias...

Dirce Ponce Leones, 86 anos

A moça da janela mais conhecida de Uruaçu, que virou lenda pelo alto-astral contagiante.

Elismar dos Santos Soares, 59 anos

“Tem que agir para vida!”, dizia sempre. Para ela, era uma obrigação estar sempre a postos.

Emerson Henrique Ferreira da Silva, 48 anos

Feirante, Jarrão vivia tranquilo, não gostava de pressa.

Emivaldo Soares Martins, 63 anos

Carismático, humilde, trabalhador e, acima de tudo, humano. Um médico que exerceu a profissão por amor.

Eurípedes Ribeiro, 69 anos

Fazia piada de tudo. Onde quer que estivesse, era uma festa sempre.

Eustáquio de Deus Ferreira, 58 anos

Colecionava apelidos e 'causos' de pescaria. Espalhava afeto. Dizia sempre: “a gente nunca perde por ser bom”.

Fabiana de Azevedo, 40 anos

A caçula de cinco irmãos, que fazia dos sorrisos seu ofício.

Fidelcino Alves de Santana, 85 anos

Um baiano arretado, teimoso e incrível.

Francisco Javier Agut Sanchez, 72 anos

Espanhol apaixonado pelo Brasil, encontrou um novo amor no país, que se tornou seu lar.

Francisco Torres do Ó, 72 anos

Um coração nordestino que atravessou a secura do semi-árido transbordando amor.

Geluter Maria Alves Garcia, 62 anos

Lulute era caprichosa em tudo que fazia. Seus doces eram sem igual...

Generi Faria de Carvalho, 66 anos

Foi líder na vida, vivendo e ensinando o sentido das palavras: resiliência, fé e acolhimento.

Helcio José da Motta, 77 anos

Professor, guerrilheiro, optometrista e até "guru" de alguns; lutava por seus ideais e inspirou toda uma geração.

Hellen Cássia Sanches Póvoa, 25 anos

Amava um batom vermelho; era sempre a mais charmosa e a do sorriso mais belo.

Hilda Oliveira Custódio, 64 anos

Era vaidosa, adorava dançar e nunca deixou de celebrar a vida.

Janethe Alves de Amorim, 81 anos

Uma abelha-rainha que reunia família e amigos para servir boa comida ao som de modão sertanejo.

Jávier Martins de Oliveira, 57 anos

Alegre e bondoso. Sua risada era gostosa e seu olhar, gentil.

João Olimpio de Souza, 61 anos

Adorava reunir a família para comemorar aniversários, pois sabia que todos merecem ter seu dia celebrado.

Joel Vieira, 49 anos

Ninguém ficava triste perto dele.

José Dantas de Lima Filho, 89 anos

Melhor padrinho do mundo, encantava crianças contando e cantando histórias e, em dezembro, virava "Papai Noel".

José Dásio Santiago, 67 anos

Um professor que, na simplicidade de seus hábitos e gestos, ensinou as maiores lições.

José Figueira de Freitas Filho, 87 anos

Em suas longas caminhadas, ele dizia "Alegria, alegria!" aos passantes do semblante entristecido.

José Jerônimo Dantas de Lima, 47 anos

Simples e com um enorme coração, nunca perdeu a fé em Deus e na humanidade.

José Rodrigues de Oliveira, 88 anos

Zezé Metralha era um avô cuidadoso que aguardava com ansiedade a pescaria anual no Araguaia.

José Ronaldo Menezes, 60 anos

Sua principal virtude era servir o próximo.

José Vicente Santiago, 75 anos

Os passarinhos lhe sussurravam amor. Ele amava.

Júlio César de Carvalho, 56 anos

Alegria e harmonia conduziram seus passos em uma trajetória vivida com paixão.

Jurandir Leite Barbosa, 62 anos

Pai dedicado e avô companheiro, saiu lá de Caruaru, Pernambuco, com os irmãos para fazer história em Rio Verde, Goiás.

Leonarda Pereira de Araújo, 84 anos

De amor e fé inabalável, saiu do sertão do Piauí e constituiu uma linda família em Goiás.

Leontina de Bastos Araújo, 81 anos

A bordo de um ônibus, no barracão dos fundos da casa ou no forró, ela soube viver intensamente.

Lindaura Costa Dias, 82 anos

Foi mãe e fonte de força para todos.

Luzia Rodrigues dos Santos, 75 anos

Sempre calma e sorridente, adorava viajar, conhecer pessoas e presentear quem ela amava.

Marcos Roberto Rodrigues Pereira, 44 anos

Amante das coisas simples da vida, sempre elegia Caldas Novas para as férias e amava estar na companhia da família.

Maria Lenilda Pimenta, 75 anos

Ela era amor em tudo o que fazia e em tudo o que dizia.

Maria Olinda de Souza Batista, 65 anos

Linda no apelido e no coração; era capaz de ficar descalça para dar os chinelos a quem mais precisasse.

Natalina Maria Meireles, 86 anos

Ela era luz! Adorava uma fotografia com as plantinhas que cuidava com tanto carinho.

Odilon Teixeira dos Santos, 53 anos

Amigo dos animais: cachorros, galinhas e calopsitas eram as suas paixões.

Rafael Lucas Ferreira Alves da Silva, 34 anos

Suas idas à feirinha, aos sábados de manhã, para comer um pastel com garapa, eram um ritual.

Ricardo Silveira, 64 anos

Dono de uma voz linda e potente e a pessoa mais alegre de sua família.

Rubens Francisco Miranda da Silva, 66 anos

Papai Noel de tantos Natais, tinha o dom de arrancar sorrisos por onde passasse.

Sineide Cardoso de Jesus Rodrigues, 57 anos

Uma técnica de enfermagem que tinha o dom de ajudar as pessoas mesmo fora do trabalho.

Vany José de Souza Macedo, 71 anos

Seu sorriso e sua alegria causavam o mesmo efeito das orquídeas, que encantam os olhos e enternecem os corações.

Vicente Carlos de Paiva, 87 anos

Honestidade era seu nome do meio. Como tinha amor pela vida e pelos filhos!

Wania de Sousa Majadas, 80 anos

Amorosa e gentil, ensinou muito mais do que Literatura: ensinou a arte do amor.

Wesclay Morais Lopes, 39 anos

"Sempre disse que você era bom demais para ser daqui, meu anjo."

Weuler Alves Barbosa Sobrinho, 36 anos

O dono das festas e também de um sorriso largo e contagiante.

Yvonne da Cunha Carvalho, 83 anos

Conhecida por sua generosidade, distribuía mimos e agrados para quem a ajudasse nas pequenas tarefas do dia a dia.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa