INUMERÁVEIS

Memorial dedicado à história
de cada uma das vítimas do
coronavírus no Brasil.

Distrito Federal

Abadia de Fátima Alves, 63 anos

Era a doçura no olhar, no coração e na vida de todos.

Adriana Marques de Almeida Luz, 57 anos

Não era só dentista, era criadora de sorrisos.

Aida Rodrigues Bragança, 71 anos

De tanta felicidade e amor que tinha em si, compartilhava isso com o mundo ao seu redor.

Alberto Barbosa Ferreira, 71 anos

O cameraman que eternizava todas as melhores memórias da família.

Antônio Gomes Filho, 87 anos

Ele sempre agradeceu a Deus pela vida e por tudo que tinha.

Celina Xavier Gontijo, 64 anos

"Você não é todo mundo!", "Porque não e pronto!", ela repetia.

Christion dos Santos Barbosa, 29 anos

Amor, sorriso, carinho e atenção eram as suas marcas.

Deverson Azevedo, 32 anos

O filho de Afonjá cujo sorriso largo e fácil abraçava todo mundo.

Edgard Viana de Sant’Ana, 95 anos

Amava Turma da Mônica, livros de fantasia e tirar fotos com um sabre de luz nas estreias de Star Wars.

Ernesto Carrara Junior, 72 anos

Grande em tudo o que fazia na vida familiar e profissional, gostava de celebrar a vida cercado de amor.

Francisco Joaquim do Nascimento, 70 anos

Duas palavras o definem: felicidade e otimismo.

Ilson de Figueiredo, 83 anos

Alegre, carismático, generoso, apaixonado pela família e pela vida. De espírito jovem, nunca deixou de sonhar.

Izaias Lopes Cabral, 74 anos

Cortando cabelos, saiu da pobreza e criou três doutores.

Jackson Carlos Barbosa, 65 anos

Ele ouvia com o coração.

Jair Reis, 48 anos

Representou, com amor, os rodoviários de Brasília e cantava uma moda de viola aonde chegava.

Jane Maria de Oliveira Alcântara, 66 anos

Sempre atenta aos números, contas, aniversários e telefones, sabia tudo!

João José Barroso Viana, 56 anos

Um lorde na elegância e no bom humor.

José Anacleto da Silva, 84 anos

Brincalhão, prestativo e cuidadoso, era notado por onde passava.

Josué Dias de Alencar, 67 anos

"Um homem grandão", de voz calma e passos largos e que já chegava de braços abertos.

Ludovina Rosa de Jesus Andrade, 104 anos

Viva a Dona Rosa e seus 104 anos recheados de histórias e aventuras.

Maria da Conceição Silva do Rego, 60 anos

Sinônimo de alegria para quem a conhecia. A mulher mais cheirosa do mundo exalava as cores da vida.

Maria Marta de Faria, 65 anos

Forte e decidida, a religiosa era amada por toda a comunidade.

Maria Ribeiro de Farias, 73 anos

Contrariou e venceu todos os obstáculos, realizando projetos e sonhos.

Maria Teixeira da Silva, 68 anos

Mariquinha era um doce de avó, aquela que fritava o melhor bife do mundo e fazia o bem, sem olhar a quem.

Nailda Amélia da Silva, 79 anos

Muito amorosa e vaidosa, era conhecida como "a senhorinha cheirosa".

Paulo Martins dos Santos, 53 anos

O décimo dos treze filhos de José e Maria. Ordinal sem ordem de importância, numeral só pra falar de amor.

Terezinha Lopes de Oliveira, 54 anos

Uma pessoa ímpar, a vontade de ser melhor a movia.

Victor Rodrigues Medeiros, 25 anos

Vitão era luz de bondade na vida de quem chegasse perto dele.

Viviane Rocha de Luiz, 61 anos

Amava viajar e a motivação da sua vida era ajudar ao próximo.

Walter de Oliveira, 77 anos

Para ele, se o coração estivesse precisando de acalanto, estava na hora de ir pescar.

não há quem goste de ser número
gente merece existir em prosa